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Artigo

Congresso sitiado

Publicado: 10 Agosto, 2016 - 11h00

Depois do dia 17 de abril de 2016, o dia 9 de agosto foi o pior dia que estive em Brasília! 

Na pauta do Congresso estava a pronúncia da presidenta Dilma, cujo impeachment segue sem que ela tenha cometido crime de responsabilidade, audiência sobre as mudanças na lei do pré-sal, votação da PEC 241 na comissão de Constituição e Justiça, votação do PLP 257 no plenário da Câmara dos Deputados. 

O Congresso estava sitiado, com quase todas as entradas fechadas, ninguém entrava sem que um deputado pessoalmente autorizasse e justificasse o motivo. Não encontramos a "civilidade" que disseram que o presidente da casa Rodrigo Maia teria se eleito para o cargo. 
 
O recado era claro: Congresso não é lugar de trabalhador/a. Dois petroleiros foram presos e só liberados no final do dia; fomos impedidos de acompanhar as votações, mesmo que nas galerias, que existem exatamente pra isso. 
 
A maioria do Congresso Nacional não está nem aí para o povo e vota de acordo com seus interesses privados. A forma tranquila com que votaram dois projetos que retiram direitos da maioria da população deu este recado. Escutei deputado dizendo que era um dia para "celebrar". Celebrar o fim da saúde e educação públicas. Celebrar o fim de concursos públicos e o ajuste fiscal nas costas dos servidores públicos. Um deputado tentou explicar que não era "justo" o trabalhador que recebe um salário mínimo ter apenas a recomposição da inflação enquanto os servidores públicos teriam "aumentos". Mostrou além do desrespeito o desconhecimento sobre a realidade da maioria dos servidores públicos pelo Brasil a fora! 
 
Com este Congresso enfrentaremos o pior e maior ataque a direitos. Voltaremos à condição anterior a CLT, que junto com a Constituição da República estão sendo jogados no lixo. 
 
Se você ainda acha que o golpe não tem nada a ver com você, preste atenção na pauta que avança no Congresso Nacional. Estão, sem pudor ou escrúpulos, se apropriando dos recursos destinados a garantia de direitos como saúde e educação! A luta será árdua é de longo prazo!