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25 de novembro - Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher

Sind-UTE/MG levanta sua voz para dizer: BASTA! Não falamos apenas da violência física, mas, da violência psicológica, moral, sexual e patrimonial, na qual mulheres de todas as partes do mundo sofrem

Publicado: 25 Novembro, 2020 - 09h46 | Última modificação: 25 Novembro, 2020 - 09h51

Escrito por: Sind-UTE/MG

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A pandemia, causada pelo novo coronavírus, fez e faz diversas vítimas pelo mundo, mas, há uma pandemia silenciosa que tem vitimado mulheres no mundo inteiro e que precisa ser combatida: a violência.

Os dados levantados por organizações que acompanham esse assunto são reveladores de um quadro caótico e que mostra o quando a sociedade está doente. Singapura e Chipre aumentaram em 30% as denúncias de violência contra a mulher. Na Nigéria e na África do Sul, os estupros registraram forte alta, no Peru aumentaram os desaparecimentos de mulheres, no Brasil e no México é crescente o número de feminicídios.

A pandemia tem criado um ambiente em que as mulheres estão presas com seus agressores, que antes da quarentena já praticavam tais abusos. A Organização das Nações Unidas (ONU Mulher) relatou que nos 12 meses anteriores à pandemia, quase 250 milhões de mulheres e meninas, entre 15 a 49 anos, foram submetidas à violência sexual ou física pelos seus parceiros. Só em Belo Horizonte, de acordo com registros da Polícia Civil do Estado, a taxa de feminicídio subiu 200% no primeiro semestre de 2019, em comparação ao ano anterior.

Já em 2020, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) registrou, no primeiro semestre, 648 feminicídios no Brasil, um aumento de 1,9% a mais que no mesmo período de 2019. Outro dado divulgado pelo Atlas Violência 2020 revela que as vítimas de homicídio no Brasil, em sua maioria, são negras (75,7%). Quando verificamos relatórios de países mais perigosos para mulheres, deparamos com o Brasil na 5.º posição como o país em que mais se matam mulheres, de acordo com o Mapa da Violência de 2015, em 2º lugar como país mais perigoso para turistas mulheres.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) destaca a importância de políticas públicas que visam o combate à violência contra a mulher, principalmente, em tempos de pandemia. Não falamos apenas da violência física, mas, da violência psicológica, moral, sexual e patrimonial, na qual mulheres de todas as partes do mundo sofrem.

Chega de violência

Essa pandemia invisível da violência contra mulher precisa ser combatida. De acordo com a ONU Mulheres, 1 em cada 4 países não possuem leis que protejam as mulheres da violência doméstica. Aqui, no Brasil, apesar de lei específica para a violência doméstica, a morosidade, a cultura machista, dentre outros fatores, impedem as mulheres de denunciarem o seu agressor, que na maioria, está dentro de casa.

O Sind-UTE/MG está presente, diariamente, na luta em defesa dos direitos das trabalhadoras em Educação, que têm enfrentado diversas formas de violência, mas, seguimos juntas na busca por melhores condições de trabalho, por igualdade e pelo fim da violência contra a mulher, em todos os aspectos.