Escrito por: Sindieletro MG

Cortes no SAMU de BH colocam vidas em risco e ampliam mobilização contra Damião

Ronei Cardoso

Os cortes promovidos pela Prefeitura de Belo Horizonte no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) têm gerado forte reação de trabalhadores da saúde, sindicatos e entidades, que denunciam o risco à população e o avanço do desmonte do serviço público. Na quarta-feira, 22, um ato em frente à Prefeitura reuniu diferentes categorias para exigir a reversão das medidas.

A mobilização foi impulsionada pela decisão da gestão municipal de não renovar contratos e reduzir o efetivo do SAMU, o que pode resultar na perda de cerca de 25% dos profissionais e na diminuição das equipes nas ambulâncias — de dois técnicos de enfermagem para apenas um por unidade. A avaliação dos trabalhadores é de que os cortes tendem a aumentar o tempo de resposta, sobrecarregar as equipes e comprometer a qualidade do atendimento de urgência e emergência.

Durante o ato, os manifestantes denunciaram que o desmonte da saúde pública tem consequências diretas: “cortes na saúde custam vidas”. A agenda de mobilização inclui, ainda, paralisações e audiências públicas para debater os impactos da redução de investimentos na saúde em Belo Horizonte.

  

O Sindieletro esteve presente na audiência pública realizada no mesmo dia, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, convocada pelo vereador Bruno Pedralva, representado pelo coordenador da Metropolitana, Ronei Cardoso, somando-se à luta em defesa do SAMU, do SUS e dos trabalhadores da saúde.

As entidades também impulsionam a campanha “Salve o SAMU BH”, que cobra a recomposição das equipes e a garantia de um atendimento digno à população. A iniciativa reúne assinaturas em apoio à manutenção do serviço público:https://salveosamubh.com.br/

A mobilização segue nas ruas e nos espaços institucionais, em defesa da vida e contra os cortes que atingem diretamente a classe trabalhadora.