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CUT/MG se posiciona contra o retorno das aulas presenciais em Minas Gerais

Medida, que reitera a política genocida do governador Romeu Zema, contraria os números do último boletim epidemiológico do próprio governo

Publicado: 24 Setembro, 2020 - 14h45

Escrito por: CUT/MG

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A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) manifesta seu total apoio ao posicionamento do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) contra o retorno presencial das aulas na rede estadual de ensino a partir do dia 5 de outubro, anunciado pelo governo de Romeu Zema.

A medida, que reitera a política genocida do governador, contraria os números do último boletim epidemiológico. Minas Gerais já passa de mais de 270 mil contaminados e, o último boletim epidemiológico do próprio governo do Estado mostra que se compararmos os dados desta quinta-feira (24 de setembro), com os de terça-feira (22 de setembro), o número de mortes passou de 6.764, para 6.983. Ou seja, aumentou de 37 para 219 óbitos em 48 horas.

O governo de Romeu Zema, ao anunciar o retorno às aulas presenciais, em momento algum se referiu aos profissionais de educação, aos cuidados com a vida de quem está nas escolas, locais que propiciam as aglomerações e, consequentemente, ao risco de contaminação, o que aumentará as mortes em Minas Gerais.

A CUT/MG vem, reiteradamente, repudiando as sucessivas decisões e medidas dos governos federal, estadual e municipal no que se refere ao suposto combate à disseminação da pandemia. Atitudes que, na verdade, contribuem ainda mais para a proliferação da Covid-19 em todo país. O que resultou em mais de 135 mil mortes e afeta, de maneira direta, os menos favorecidos, aos profissionais diretamente ligados ao atendimento de contaminados, que vêm, sucessivamente, se somando às vítimas. E tem contribuído, por oportunismo covarde de uma necropolítica ultraneoliberal, representada pelos governos de Jair Bolsonaro e Romeu Zema, com propostas de reformas administrativa e tributária e privatizações. Assim como a ampliação da retirada de direitos e conquistas da classe trabalhadora, ataques a servidores e serviços públicos, ao patrimônio do povo e à soberania nacional.