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CUT/MG se solidariza com a deputada estadual Andréia de Jesus

Parlamentar foi atacada por dois deputados ao propor minuto de silêncio para a jovem Kehtlen Romeu, mulher negra, gestante, que foi morta com uma bala na cabeça em mais uma das operações policiais no Rio

Publicado: 10 Junho, 2021 - 11h33 | Última modificação: 10 Junho, 2021 - 16h55

Escrito por: CUT/MG

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A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), por intermédio da Secretaria de Combate ao Racismo, se solidariza com a deputada estadual Andréia de Jesus (PSOL) e repudia os ataques vis e abjetos que ela sofreu dos deputados fascistas, racistas e misóginos Coronel Sandro (PSL) e Bruno Engler (PRTB).

No Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a parlamentar pediu um minuto de silêncio pela jovem Kehtlen Romeu, mulher negra, gestante, que foi morta com uma bala na cabeça em mais uma das operações policiais no Rio de Janeiro, que fazem parte da política genocida que tem como alvo negras e negros e o povo da periferiadessas desastrosas operações policiais no Rio. Ela ainda disse que estão matando o futuro desse país, em referência à jovem. Os dois deputados da extrema direita se manifestaram de forma desrespeitosa e sórdida, atitudes comuns a apoiadores de Jair Bolsonaro. Disseram que  a deputada, mulher negra, advogada popular, "precisava estudar"; e que os "cidadãos do bem" concordam com a atividade policial.

Além de atacar a honra da deputada, eles feriram a memória de memória de Kehtlen e de outros tantos jovens negras e negros que tombam todos os dias em operações policiais, não apenas no Rio de Janeiro, mas em todo o país. Ainda mais mortais, atualmente, incentivados pela política de ódio instalada no Brasil pelo governo de Jair Bolsonaro. Parlamentares que, também, estão ao lado do governador Romeu Zema, que reproduz em Minas Gerais a política do atual presidente.

O fascismo não suporta ouvir a fala de uma mulher preta sem o tradicional esperneio, mas os limites da atividade parlamentar aqui, foram ultrapassados, e muito. Mandar uma mulher negra, deputada estudar é racismo, é machismo. A violência política de gênero no parlamento brasileiro está se tornando uma rotina e não pode ser normalizada nem seguir impune.

Para Secretaria de Combate ao Racismo e toda a base CUTista, não podemos aceitar tais atitudes destes parlamentares, que se compactuam com a discriminação, a desigualdade, o preconceito, o extermínio de negras, negros e da população mais carente do Brasil e atacam todos os princípios da democracia e direitos construídos e consolidados pela luta de todo o povo brasileiro.