IFNMG Campus Quilombo Monas Novas, em parceria com CUT-MG, MAB, N'Golo e AEDAS, aprova projeto para criação da “Rede de Povos e Comunidades Tradicionais do Vale do Jequitinhonha"
Na última semana de 2025, foi divulgado o resultado final da Chamada CNPq/FNDCT/SGPR/MDS nº 17/2025, que aprovou o projeto “Rede de Povos e Comunidades Tradicionais do Vale do Jequitinhonha: participação social, direitos territoriais e justiça energética”. A chamada, de caráter nacional, integra uma agenda interministerial voltada ao fortalecimento da participação social, da justiça socioambiental e da promoção de direitos.
Apresentado pelo IFNMG Campus Quilombo Minas Novas, em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais (N’Golo), a Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (AEDAS) e a Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), o projeto resulta do diálogo direto com movimentos sociais e organizações populares do território, que orientaram sua concepção e serão protagonistas de sua execução.
Em consonância com a trajetória de resistência frente a grandes empreendimentos que historicamente têm vitimado o território, a proposta fortalece a defesa dos direitos territoriais, a mobilização comunitária e a construção de uma rede democrática voltada à autonomia, à soberania territorial e à justiça sociorracial e energética, criando condições efetivas de participação na formulação, no acompanhamento e na avaliação das ações governamentais que incidem sobre os modos de vida e os territórios das comunidades.
O caráter participativo e a potência de impactos positivos que o projeto apresenta, resultou em um parecer que reconhece sua legitimidade e seu valor na luta contra a invisibilização dos povos e comunidades tradicionais do Vale do Jequitinhonha. Sua aprovação representa uma conquista das lutas da região e mais um passo na consolidação do Campus Quilombo como referência na articulação entre produção de conhecimento, políticas públicas e demandas históricas de povos e comunidades tradicionais da região.
A aprovação também reafirma o compromisso do Campus Quilombo com uma atuação institucional territorializada, consolidando-o como ator estratégico na construção de políticas públicas com e a partir do território.