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CUT/MG, movimentos sociais e outras centrais vão articular atividades do dia 11 de julho

Reunião neste sábado (6), na sede Sindieletro-MG, servirá para construção conjunta do Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves

Publicado: 03 Julho, 2013 - 15h54

Escrito por: Rogério Hilário

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A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), sindicatos da base CUTista, movimentos sociais, movimento estudantil e outras centrais vão definir as atividades do Dia Nacional de Mobilizações, Manifestações, Paralisações e Greves em plenária marcada para este sábado (6), às 8h, na sede do Sindieletro-MG (Rua Mucuri, 271, Bairro Floresta, Belo Horizonte). Em reunião realizada nesta quarta-feira (3), na CUT/MG, eletricitários, metroviários, servidores estaduais da saúde e da educação, petroleiros, metalúrgicos, bancários, securitários, entre outras categorias, assumiram o compromisso de participar das mobilizações do dia 11 de julho.

“Queremos promover em toda Minas Gerais grandes mobilizações, com paralisações, greves, manifestações e atos. Para isso, a construção precisa ser coletiva e articulada com nossa base e os movimentos sociais. Vamos dialogar com a população e apresentar as nossas pautas, assim como fizemos nos protestos do mês de junho, durante a Copa das Confederações”, disse a presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira. Ela lembrou que nas manifestações populares surgiram muitas das reivindicações históricas da classe trabalhadora. “Em Minas, ao contrário do que aconteceu em outros estados, não houve adesão às pautas mais conservadoras e de direita”, acrescentou.

Para Joceli Andrioli, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), é importante incorporar a plataforma da energia nas mobilizações do dia 11 de julho. “O debate sobre redução das tarifas de energia e o plebiscito que vai ser realizado em outubro deve ser levado à sociedade. Este é o momento propício para isso. Antes que as manifestações tomassem as ruas do Brasil, a pauta que estava colocada era da retirada de direitos dos trabalhadores, sangrar ainda mais a classe trabalhadora. Os protestos trouxeram maior interesse por informações e pelo debate político. É hora também de debater os leilões do petróleo, trazer as massas para essa discussão. A CUT acertou em cheio quando propôs a unidade entre o movimento sindical e os movimentos sociais nas manifestações e no dia 11 de julho.”

Jefferson Leandro Teixeira da Silva, do Sindieletro-MG, também elogiou a iniciativa da CUT de unir o movimento sindical e os movimentos sociais. “A CUT acerta ao unir atores sociais nas manifestações e em suas atividades. No protesto do dia 26 de junho, levamos nossas bandeiras e elas foram muito bem aceitas pelos manifestantes. Muita gente se surpreendeu ao saber que morre um trabalhador terceirizado a cada 45 dias na Cemig. É o momento de apresentar a mais pessoas as nossas pautas e mostrar como é a precarização do trabalho em empresas como a Cemig. Nossa intenção no dia 11 é promover um dia inteiro de paralisações.”

Renato Barros, do Sind-Saúde/MG, considera as mobilizações do dia 11 de julho fundamentais para dialogar com a população e cobrar do governo do Estado a valorização do servidor público e um serviço público de qualidade. “Nós da saúde vamos paralisar as atividades no dia 11  de julho. Vamos mostrar à sociedade de quem é responsabilidade pelo estrangulamento da saúde, da educação e da segurança pública. Vamos cobrar do governo do Estado as mortes nos hospitais, onde as condições de trabalho são péssimas.” Os petroleiros, segundo Leopoldino Ferreira de Paula Martins, da direção colegiada do Sindipetro-MG, também articulam paralisação de um dia

Sérgio Leôncio, do Sindimetro-MG, disse que os metroviários vão se incorporar às atividades do dia 11 de julho com mobilizações pontuais e querem questionar, principalmente, as parcerias público-privadas propostas para o metrô e cobrar um transporte público de qualidade. Geraldo Valgas, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de BH, Contagem e Região, propôs uma grande mobilização na Cidade Industrial. “Queremos articular uma  grande concentração na região e contamos com a participação de outras categorias e dos movimentos sociais. E estaremos também nas atividades que serão definidas na reunião do sábado.”