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Eletricitárias e eletricitários entram em greve

Categoria luta por um ACT justo, pela prorrogação da data-base, por negociações e diálogo. Cemig age com práticas antissindicais para reprimir o movimento

Publicado: 07 Novembro, 2019 - 17h57

Escrito por: Sindieletro-MG

Sindieletro-MG
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A greve da categoria eletricitária por um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) digno e pela prorrogação da data-base começou na quarta-feira (6). Dirigentes do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG) foram para as  bases operacionais logo cedo para mobilizarem trabalhadores e trabalhadoras. Eles se concentraram nas portarias e depois foram para a Assembleia Legislativa.  No começo da tarde, a categoria eletricitária em Greve ocupou as galerias do Plenário da ALMG na luta e busca de interlocuções para reabertura das negociações do ACT.

Histórico do dia

A portaria do Quarteirão 14 foi fechada, os trabalhadores não entraram para trabalhar. No AR, os eletricitários pararam também. De acordo com o diretor do Sindieletro, Carlos Alberto Gomes Oliveira, que está no Anel Rodoviário, tudo que a categoria eletricitária conquistou foi com muita luta, não dá para, agora, entregar "tudo de bandeja" no nosso ACT.

Carlos lembra que este ano completam 24 anos que os eletricitários e as eletricitárias conquistaram a PLR, com greve de fome. "Vamos mostrar para a Cemig que estão subestimando o poder de mobilização da categoria", afirmou.

Em São João del-Rei, após um ótimo debate na base, trabalhadores entenderam a necessidade da greve na garantia de nosso ACT. 70% da força operacional do local no dia de hoje está paralisada!

Em inúmeros locais de trabalho a categoria empunha suas faixas e bandeiras. A mobilização só vai aumentando.

Nesta quinta-feira, segundo dia de greve da categoria eletricitária por um ACT justo, pela prorrogação da data-base, por negociações e diálogo, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) continua agindo com práticas antissindicais para reprimir o movimento legítimo dos trabalhadores e trabalhadoras. Na quarta-feira (6), a empresa usou da prática ilegal de convocar os eletricitários em  greve para o trabalho e, nesta manhã, policiais militares foram para a portaria do Anel Rodoviário. De cara, solicitaram a retirada do carro de som do Sindieletro.

Os dirigentes sindicais permanecem nas portarias da Cemig, em todo o Estado, neste segundo dia de greve, coordenando as mobilizações e realizando debates com a categoria para esclarecer sobre os pontos impostos pela empresa para retirada de direitos, a importância da nossa luta para avançarmos com o nosso ACT.

O Sindicato avalia que, "nunca antes tivemos tanta intransigência da Cemig". A direção sindical lembra que a negociação requer tempo e diálogo para fechar o Acordo.  Não vai ser a repressão que intimidará os trabalhadores.

A pauta de reivindicações foi entregue no dia 13 de agosto e somente em 03 de outubro a Cemig chamou os sindicatos para as negociações. A empresa foi rápida e antes mesmo de outubro terminar, a proposta estava colocada: retirada de direitos e ataques ao Sindicato. Não atendeu à nossa pauta e, agora, quer impor a pior proposta de todos os tempos.

A proposta da empresa está alinhada à privatização. Fecharam mais de 50 localidades, entre elas, o São Gabriel, que atendia mais de um milhão de consumidores. Desativaram a usina de Igarapé, que apresentava lucro. Tudo para desmontar a Cemig e justificar a privatização.