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Em Minas Gerais, MST tranca Fernão Dias contra a prisão de Lula

Resistir, defender a liberdade de Lula e lutar por eleições livres e democráticas

Publicado: 05 Abril, 2018 - 11h35

Escrito por: MST e Frente Brasil Popular

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Cerca de 400 militantes Sem Terra fecharam a BR 381 (Fernão Dias), que dá acesso de São Paulo à capital de mineira.  O movimento afirma que a prisão é arbitrária e  faz parte do projeto de retirada de direitos dos trabalhadores. "A prisão de Lula é a coroação do golpe pelo judiciário. Quem não se levantar agora será conivente com toda arbitrariedade, com o fim dos nossos direitos e com essa corja que está destroçando nossas instituições democráticas", afirmou Ester Hoffmann, da direção nacional do MST.

Os manifestantes convocam os trabalhadores para as ruas. "Não podemos nos calar, o Brasil inteiro pagará a pena se Lula for preso. E pagará caro, com nossas riquezas, com nossa água, terra, petróleo. Se fazem isso com alguém que chegou a ser nosso presidente, imaginem o que farão com o povo pobre deste país", alerta Hoffmann.

"Aqueles que se iludem que isso é justiça, verão que os verdadeiros corruptos como Temer e Aécio continuarão à vontade para saquear o Brasil, mas estes, a história não absolverá", afirma a dirigente, citando a famosa defesa de Fidel Castro, pré revolução cubana.

Com muita indignação ao saberem da iminente prisão do ex-presidente e companheiro Lula, milhares de trabalhadores rurais Sem Terra participam de bloqueios de BR e outras rodovias de Norte a Sul do país.

As mensagens “Lula Livre!” e “Globo Golpista!” também foram vistas nos muros de grandes cidades, como Salvador. A própria emissora foi alvo da indignação popular, no Rio Grande do Sul.

Já são registrados bloqueios de rodovias nas diversas regiões do país. Na Paraíba, as duas principais rodovias foram fechadas, a BR-101 e a BR-230, principal ligação entre João Pessoa e Campina Grande. Em Sergipe o MST fecha a rodovia SE-270 (Rodovia Lourival Batista), na altura do povoado Taboca, em Itaporanga.

Na Bahia, desde as primeiras horas da manhã, a BR 235 está bloqueada na altura de Casa Nova. Os manifestantes utilizaram galhos e pneus para atear fogo e impedir o trânsito na rodovia.

A população mostra sua indignação com a prisão de Lula e queima pneus também em frente ao Diário de Santa Maria, no coração do Rio Grande do Sul. O veículo de comunicação pertence ao grupo RBS, da Rede Globo, que, segundo os camponeses, é central na condução do golpe.

No estado do Paraná, já são três pontos fechados pelos Sem Terra: em Quedas do Iguaçu, Laranjeiras do Sul e Porecatu.

Também no Norte, o MST fechou a BR 155, em Marabá. Na região Sudeste, o Movimento fechou a BR 101 no Espírito Santo. No Centro Oeste, já se indicam bloqueios no estado do Mato Grosso do Sul.

Manifesto da Frente Brasil Popular

Após meses de uma campanha alimentada pelas corporações de mídia do País junto com um consórcio que une setores do capital estrangeiro ao nacional, segmento do setor judiciário e do parlamento, o Supremo Tribunal Federal, resolveu mais uma vez passar por cima da Constituição Federal de 1988.

O sistema de direita que se apossou do País, com medo de Lula ganhar a eleição, decidiu que a principal liderança nacional não terá os seus direitos garantidos. Essa decisão tem impacto em todo espectro jurídico: hoje é Lula que não tem direito de provar sua inocência, amanhã é o conjunto dos brasileiros.

Ao negar o princípio da presunção da inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Supremo assumiu descaradamente que sempre fez parte do golpe iniciado com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A tentativa do STF com a resultante da decisão é deixar o povo brasileiro fora dos rumos que o País deve seguir nesse momento de encruzilhada política. A solução da crise institucional, política e econômica que hoje tira o sono de milhões de brasileiros deve sair das urnas. É o povo que deve escolher quem vai governar e qual programa será a luz que a Nação deve perseguir.

Mais uma vez o poder judiciário pleiteia o protagonismo político e desequilibra a relação entre os poderes. Na verdade, cumprem papel de servidores ativos do neocolonialismo internacional que quer sugar o Brasil em suas múltiplas dimensões, seus recursos naturais, as estatais, as relações de trabalho e fazer com que o papel da Nação seja diminuído na geopolítica mundial sendo mais uma vez apenas colônia.

É preciso expressar a resistência nas ruas e nas redes em defesa da liberdade de Lula, por eleições livres e democráticas e contra a perseguição aos movimentos sociais e as lideranças progressistas que ousam discordar e lutar para que o Brasil não caia do abismo da repressão e autoritarismo.

O Brasil não ficará de joelhos perante a qualquer chantagem, seja ela de general ou de Ministro. Esse consórcio já dirigiu o País e lutamos décadas para reconquistar a democracia. Com sangue, suor, trabalho e muita luta, o povo brasileiro estará entrincheirado em defesa de Nação forte, soberana, desenvolvimento e socialmente justa.

Vamos às ruas, às praças, organizando o povo para garantir o presente e o futuro do Brasil.

*Frente Brasil Popular, 05 de abril de 2018*

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