Escrito por: CUT Minas

Encontro Nacional fortalece o Coletivo de Trabalhadoras(es) com Deficiência da CUT

A CUT/MG participou, nos dias 16 e 17 de maio, em São Paulo, do Encontro do Coletivo Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores com Deficiência da CUT. O encontro reuniu representantes de nove estados brasileiros para debater organização, acessibilidade, qualificação profissional e fortalecimento das pautas da pessoa com deficiência no mundo do trabalho. O encontro, realizado em São Paulo, foi um importante momento para construção de estratégias de organização, inclusão e fortalecimento da luta por direitos no mundo do trabalho.

O Prof. Jeswesley Mendes Freire, servidor da Rede Estadual da Educação do Sind-UTE representou a CUT/MG que está na representação do Coletivo Estadual de Trabalhadoras e Trabalhadores com Deficiência da CUT/MG.

Além de Minas Gerais, participaram representantes do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Piauí, Distrito Federal e Paraíba. O encontro marcou a retomada das reuniões presenciais do coletivo nacional desde o último Encontro Nacional de Trabalhadores com Deficiência, realizado em 2024.

Entre os principais encaminhamentos da reunião esteve a aprovação do regimento interno do coletivo nacional, construído pelas próprias lideranças com deficiência da CUT. O documento estabelece regras de participação, representação e tomada de decisão, fortalecendo politicamente o coletivo e garantindo maior peso às pautas dos trabalhadores e trabalhadoras com deficiência dentro da Central.

De acordo com a coordenadora do Coletivo Nacional, Eva Lenir Taurinho, a Leninha, representante da CUT/Paraná “Um grande número de companheiras e companheiros presentes, reunindo representantes de diversos estados. Esta representatividade é fundamental para que possamos fortalecer a nossa luta em busca de mais visibilidade e, sobretudo, avançar na conquista de direitos desta parcela da classe trabalhadora”.

Segundo coordenadora do Coletivo Nacional Karem Resende “A criação do regimento interno foi um ato político de empoderamento. Ele foi construído por nós e para nós, definindo regras claras de participação, representação e tomada de decisão. Isso fortalece nossas pautas e impede que elas sejam ignoradas ou diluídas”, porquanto, a construção do regimento representa um importante avanço político para a organização nacional do coletivo destacou a companheira Karem.

Outro ponto central do debate foi a defesa da regulamentação da avaliação biopsicossocial, instrumento previsto para entrar em vigor no próximo ano e que deverá definir critérios relacionados às deficiências e aos impedimentos impostos pela sociedade às pessoas com deficiência. O coletivo também reforçou junto ao Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CONADE – a necessidade da criação de um comitê gestor para orientar a implementação do instrumento.

Os representantes estaduais também discutiram a importância da qualificação profissional acessível para trabalhadores com deficiência. A avaliação é de que, além da defesa do cumprimento da Lei de Cotas, é fundamental garantir condições reais de formação, crescimento profissional e permanência no mercado de trabalho “A qualificação profissional precisa ser acessível, com Libras, tecnologias assistivas e linguagem fácil. Isso não pode ser tratado como favor, mas como um direito. É isso que transforma a política de cotas em oportunidade de carreira e não em subemprego”, afirmou Karem.

A reunião também foi marcada por iniciativas de acessibilidade e acolhimento. Durante o encontro, foi organizada uma sala sensorial voltada especialmente para participantes neurodivergentes, com iluminação reduzida, almofadas e espaço de regulação sensorial.

Ao final da reunião, o coletivo nacional aprovou um plano de lutas para 2026 e definiu como prioridade a reestruturação e fortalecimento dos coletivos estaduais já existentes, além da ampliação da organização para estados que ainda não possuem coletivos formados. Atualmente, a CUT conta com 13 coletivos estaduais de trabalhadores e trabalhadoras com deficiência em funcionamento no país.

Nada sobre nós, sem nós!