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Greve de Contagem completa 50 anos

Sindicato dos Metalúrgicos de BH, Contagem e Região recebe homenagem na Assembleia Legislativa

Publicado: 16 Abril, 2018 - 12h36

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos de BH, Contagem e Região

O Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e Região foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), pelos 50 anos da greve dos metalúrgicos de Contagem em 1968. A solenidade foi realizada no salão nobre da Assembleia, na última quinta-feira, 5 de abril.

Estiveram presentes, a autora do requerimento para a homenagem, deputada estadual Marília Campos (PT), o deputado estadual Cristiano Silveira (PT) e lideranças do movimento sindical e político. Geraldo Valgas, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, recebeu uma placa em tributo pelos 50 anos da histórica greve de Contagem.

O Sindicato agradece a iniciativa da deputada estadual Marília Campos em apresentar o requerimento em reconhecimento ao importante papel da instituição sindical na vida da classe trabalhadora.

Na próxima segunda-feira, dia  16 de abril, o Sindicato dos Metalúrgico de BH/Contagem e região fará uma solenidade na sede da instituição, em celebração aos 50 anos da Greve dos Metalúrgicos da Contagem em 1968, a primeira greve durante a ditadura militar.

O evento terá início às 18 horas, e tem a presença confirmada do governador Fernando Pimental, da deputada estadual, Marília Campos (PT), do deputado federal Patrus Ananias, do Nilmário Miranda e de vários personagens que fizeram parte da greve de 1968.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte, Contagem e Região fica na rua Camilo Flamarion, 55, Jardim Industrial, em Contagem.

O que foi a greve de 1968?

No dia 16 de abril de 1968, Após o golpe militar e com o processo de intervenções e caça de direitos civis e sociais, operários da siderúrgica Belgo-Mineira de Contagem, desafiando a lei antigreve, cruzaram os braços reivindicando reajuste salarial de 25%. Esta foi a primeira greve depois do golpe e surpreendeu a ditadura. Ela foi articulada pelo Sindicato que estava sob intervenção do Ministério do Trabalho.

É neste cenário que a classe operária mineira se mobilizou e em março de 1968, cerca de 1.200 trabalhadores compareceram ao ato que criou o Comitê Intersindical Antiarrocho em Minas Gerais. Era grande a insatisfação da sociedade e dos trabalhadores com a política de achatamento salarial e a caça aos direitos sociais.

Diante da greve dos trabalhadores da Belgo, que reivindicavam reajuste de 25%, A empresa fez uma contraproposta para um reajuste de 10%, que foi rejeitada em assembleia e no terceiro dia, a greve da Belgo ganhou adesão dos trabalhadores da Mannesmann, RCA, SBE e de outras indústrias da região.

A fim de tentar retomar o controle, o ministro do trabalho Jarbas Passarinho, tentou de várias formas conter o movimento.

A persistência dos trabalhadores provocou uma violenta reação do governo. A polícia militar ocupou as ruas de Contagem reprimindo qualquer tentativa de assembleias e aglomerações operárias.

Frente à amplitude e organização do movimento e o risco de espalhar-se por outros centros industriais, o Ministro é obrigado a recuar atendendo parte das reivindicações salariais e concedendo assim um reajuste de 10%, fora da data pré-determinada. O presidente-militar Costa e Silva assinou um decreto e dez dias depois anunciou a extensão deste aumento para todos os trabalhadores do Brasil.

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