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Metroviárias e metroviários de Belo Horizonte aprovam adesão à Greve Geral

Sindimetro-MG segue em trabalho de mobilização para garantir a paralisação total na sexta-feira, 14 de junho 

Publicado: 11 Junho, 2019 - 15h36 | Última modificação: 11 Junho, 2019 - 16h37

Escrito por: Rogério Hilário, com informações de BHAZ

Sindimetro-MG
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Metroviárias e metroviários de Belo Horizonte – efetivos e contratados – vão cruzar os braços nesta sexta-feira (14), em adesão à Greve Geral contra a reforma da Previdência Social e o corte nos investimentos em educação. A categoria aprovou a paralisação em assembleia realizada na tarde de segunda-feira (10), na Estação Central do Metrô.

Em Minas Gerais, também já confirmaram adesão à Greve Geral em Minas Gerais os bancários, dos setores público e privado (BeloHorizonte, Juiz de Fora e região),  servidoras e servidores da educação (municipais, estaduais e federais), da saúde, servidores públicos municipais, trabalhadoras e trabalhadores da Copasa (água e saneamento), da área de processamento de dados (Serpro, Dataprev, Prodabel e Prodemge), metalúrgicos, petroleiros, Correios, eletricitários e estudantes.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG), Romeu José Machado Neto, a entidade segue em trabalho de mobilização na base para garantir adesão total de trabalhadoras e trabalhadores na sexta-feira. “A categoria está disposta a parar, porque, além da questão da reforma, a campanha salarial e o dissídio se arrastam nas negociações com a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos.”

O presidente do Sindimetro-MG disse, ainda, que a reforma da Previdência é extremamente prejudicial para metroviárias e metroviários. “Somos celetistas, ou seja, estamos no regime geral apesar de sermos servidores públicos federais. Conseguimos, no Judiciário, o reconhecimento do direito à aposentadoria especial, que dá direito a quem ingressou na CBTU até 1991 à paridade com a Rede Ferroviária Federal e à aposentadoria com o salário da ativa. Com a reforma, tudo isso acabará. Muita gente desconhece que a maioria está dentro da CLT, que não existe qualquer privilégio e, sim, direito conquistado. Somos iguais aos da iniciativa privada, mas a aposentadoria especial é inerente às questões do risco da profissão e do contato com a rede elétrica”, disse Romeu Machado Neto.

De acordo com o diretor de Base do Sindicato dos Metroviários (Sindimetro), Daniel Glória Carvalho, uma assembleia nessa segunda-feira à tarde definiu pela paralisação para dar apoio à manifestação marcada para ocorrer em todo o país. O chamado ao manifesto pelas principais centrais sindicais brasileiras tem como mote principal a reforma da Previdência.

 “Os metroviários em BH são cerca de 1,7 mil trabalhadores que atuam para a CBTU – maquinistas, seguranças, operacional, administrativo etc. Votamos pela adesão à paralisação total e na quinta-feira (13) vamos nos reunir novamente para dar o último informativo da paralisação e também para passarmos informações sobre nosso dissídio”, disse Daniel Glória Carvalho, diretor de Base do Sindimetro-MG.

Em outras capitais, como São Paulo, estão envolvidos sindicatos de motoristas, metroviários e ferroviários – onde, apenas esses três modais, somam o transporte de cerca de 18 milhões de passageiros por dia. Outras capitais e regiões também participarão. Em outras áreas, bancários, metalúrgicos e professores, entre outros, também confirmam presença na paralisação nacional, além dos estudantes.