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Mobilização contra o fator previdenciário fecha a BR-381

CUT/MG, centrais, sindicatos, federações e movimentos sociais fazem marcha na rodovia e paralisam as duas vias durante ato próximo à Petrobras

Publicado: 12 Novembro, 2013 - 11h43

Escrito por: Rogério Hilário

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Neemias Rodrigues, Jairo Nogueira Filho e Jefferson Teixeira Leandro da Silva durante a marchaNeemias Rodrigues, Jairo Nogueira Filho e Jefferson Teixeira Leandro da Silva durante a marchaCentrais sindicais, sindicatos da base, federações, confederações e movimentos sociais se uniram na madrugada desta terça-feira (12) e fizeram uma grande manifestação no Dia Nacional de Mobilização pelo Fim do Fator Previdenciário e correção da tabela do Imposto de Renda. A concentração, que começou no Sindicato dos Metalúrgicos de BH, Contagem e Região, em Contagem,  Região Metropolitana de Belo Horizonte - continuou na BR-381, em direção a São Paulo, e seguida de marcha, com fechamento de uma das pistas por cerca de duas horas.

A mobilização terminou cerca de 6 km depois próximo à Petrobras, em Betim, com o bloqueio de toda a rodovia. No sentido Belo Horizonte, CUT/MG, CTB, CSP Conlutas e demais entidades sindicais realizaram ato público. No sentido São Paulo, uma barreira de pneus incenciados e barricada de manilhas interrompeu também o trânsito. A manifestação que teve início às 5h30 foi encerrada às 7h30. A manifestação atrasou em duas horas a produção da Fiat Automóveis.

Participaram da concentração, da caminhada e do ato Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da CUT/MG; Carlos Magno de Freitas, vice-presidente da Central; José Wagner Moraes de Oliveira, presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT); Djalma de Paula Rocha, secretário de Saúde do Trabalhador; Neemias Rodrigues, secretário de Comunicação; e Carlos Alberto de Freitas (Nunes), secretário de Organização e Política Social.

“Estamos nesta luta contra o fator previdenciário, uma herança nefasta do governo Fernando Henrique Cardoso, no Dia Nacional de Mobilização, em que manifestações acontecem em todo o Brasil, convocadas pelas centrais sindicais. Mas, estamos também nas ruas em defesa do movimento dos 300 mil metalúrgicos de Minas Gerais, em campanha salarial e em estado de greve, para denunciar à população a intransigência dos patrões, que ofereceram apenas 5,9% de reajuste e tentam impor o banco de horas. A categoria entregou  a pauta em junho e até hoje não aconteceu a assinatura do acordo. Os metalúrgicos querem mais salários, mais saúde e não admitem a retirada de direitos. Nossa luta também por maior investimento na saúde, pelo piso salarial dos professores, pela correção imediata da tabela do imposto de renda, contra a alta das taxas de juros, contra o PL 4.330, projeto da tercerização, contra a criminalização dos movimentos sociais”, falou José Wagner de Moraes de Oliveira, presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT).

“A classe trabalhadora está nas ruas para intervir na conjuntura e acabar com o fator previdenciário.  E também não vamos aceitar a retirada de direitos, que vem sendo proposta por patrões e governos. Não vamos permitir o retrocesso que a Fiemg tenta impor aos metalúrgicos com o banco de horas, uma proposta autoritária. Precisamos nos posicionar contra este tipo de negociação, impor a nossa agenda e atuar neste cenário. Neste dia de protesto, manifestamos a nossa indignação com o fator previdenciário, que reduz em mais de 40% a aposentadoria dos trabalhadores. A nossa luta é também contra o PL 4.330, que amplia a terceirização e contra as condições impostas pelo capital internacional. Para isso é muito muito importa e unidade das centrais”, disse Carlos Magno de Freitas, vice-presidente da CUT/MG.

"Neste dia nacional de luta contra o fator previdenciário nos unimos no apoio aos metalúrgicos, cujo acordo está enterrado na Fiemg. A categoria não quer banco de horas, não vai aceitar um reajuste de 5,9% e a retirada de direitos. Nem também os trabalhadores admitem o fator previdenciário, que consome mais de 40% do valor das aposentadorias. A classe trabalhadora quer avançar”,  afirmou Marco Antônio de Jesus, do Sindicato dos Metalúrgicos de BH, Contagem e Região.

“Os metalúrgicos de São Paulo, de Caxias no Rio Grande do Sul, da Bahia e até de algumas empresas no interior do Estado conquistaram reajustes salariais entre 8% a 14 % em 2013. Enquanto isso, a melhor proposta de reajuste oferecida pela Fiemg até agora é de 5,9%. Essa proposta vergonhosa já foi rejeitada por unanimidade em todas as assembleias da categoria realizada no Estado”, falou Geraldo Valgas, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e Região.

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