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NOTA DE FALECIMENTO E REPÚDIO A MAIS UM FEMINICÍDIO

CUT/MG e Sindibel lamentam e repudiam os assassinatos de Tereza Cristina Peres e de seu filho, Gabriel Peres, e se solidariza com a família, amigos e colegas da servidora

Publicado: 30 Julho, 2019 - 14h27 | Última modificação: 30 Julho, 2019 - 17h41

Escrito por: CUT/MG e Sindibel

Sindibel
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A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel) lamentam profundamente o falecimento da servidora pública Teresa Cristina Peres, que desempenhou ativamente seu trabalho de Agente de Combate a Endemias no Centro de Saúde Dom Cabral, em Belo Horizonte. 

Ela tinha 44 anos e foi vítima de um feminicídio na noite desta segunda-feira (29), quando ela e seu filho Gabriel Peres, de 22 anos, foram covardemente alvejados por tiros quando voltavam de uma academia no bairro Ipiranga, na Região Nordeste de Belo Horizonte.

Neste momento de dor, o Sindibel se solidariza com a família, os amigos e os colegas da servidora, mas também chama atenção para o alarmante crescimento de 300% no número de mulheres mortas em Belo Horizonte, neste primeiro semestre, alvos de violência doméstica e familiar, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais.

Diante de um quadro tão assustador, está na hora de dar um basta aos que defendem a flexibilização do porte de arma e aos que promovem discursos incitando a violência. 

O sentimento latente de medo entre as mulheres, coletivo LGBT, negros, pobres, indígenas e outras minorias não pode ser tratado com ironia por pessoas que detêm cargos de grande responsabilidade no Planalto. 

Somente a luta das mulheres, negros e todos os trabalhadores organizados pode, de fato, trazer uma solução para o problema da violência no Brasil, e o primeiro passo é enfrentar esse governo que se levanta cada dia mais contra nossas vidas.

O Estado não conseguiu proteger  a sua vida

Temos um presidente da república que incentiva a violência, enaltece o assassinato, desqualifica as mulheres, empodera o direito de ter armas e, portanto, de usá-las. Não nos tornaremos melhores com isso. A violência como forma de fazer política impacta em nossas vidas. Quem é violento se vale desta autorização institucional de explicitar o ódio, o desejo de eliminar o outro. Assim, as mulheres são as primeiras vítimas, sofrem mais com a violência e o feminicídio. 
Ela já tinha medidas protetivas e sete ocorrências. Tereza queria paz, seguir sua vida. O Estado não conseguiu proteger sua vida. Quando o Estado falha, falhamos como sociedade! 
Minha solidariedade à família.  Meu compromisso de atuar no parlamento para mudar esta realidade.

Beatriz Cerqueira, presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) e deputada estadual (PT)