• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Paralisação de eletricitárias e eletricitários garante reabertura de negociação

Diretoria da Cemig garante nova reunião nesta semana. Categoria paralisou as atividades por 24 horas no Dia Estadual de Luta

Publicado: 06 Junho, 2018 - 17h24 | Última modificação: 07 Junho, 2018 - 21h12

Escrito por: Sindieletro-MG

notice

A paralisação de eletricitárias  e eletricitários  por 24 anos, na terça-feira (5), já cumpriu um importante objetivo. Ainda durante os atos que aconteceram na terça-feira (5), no Dia Estadual da Luta, o diretor de Relações Institucionais e Comunicação (DRC), Thiago de Azevedo, garantiu uma nova reunião de negociação para esta semana.

Por isso, neste momento, é fundamental que a categoria se mantenha mobilizada e continue na pressão para garantir avanços no processo negocial. De antemão, já avisamos à gestão da empresa: não vamos aceitar mais enrolação! Cobramos o agendamento da reunião o mais rápido possível!

Antecipamos, também, que não vamos afunilar a nossa pauta. Cobramos respostas para o conjunto da pauta apresentada pela categoria, contemplando saúde e segurança, política de Recursos Humanos, PCR e abono, entre outros.

Nossa luta dá frutos!

A retomada das negociações não aconteceu por acaso. Ela é resultado da disposição, da luta e da convicção de cada trabalhador e trabalhadora que encampou a pauta coletiva da categoria. Desde o dia 22 de maio estamos, no dia a dia, buscando a continuidade da negociação. No entanto, foi com a paralisação de hoje que conseguimos a garantia de uma reunião de negociação ainda essa emana.

A paralisação, num movimento unificado com a categoria da educação e da saúde, foi o exemplo do caminho que devemos seguir para defender os nossos direitos e conquistar ainda mais: mobilização e resistência!

Judicialização do movimento

Às 14h30 da terça-feira (5), o Sindieletro/MG compareceu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRT), pois a Cemig ajuizou dissídio coletivo de greve, questionando a legalidade da greve de 24 horas organizada pelo sindicato e aprovada em assembleias. O Sindieletro fez as primeiras considerações sobre as motivações da paralisação, relatando todo o histórico da negociação e das reivindicações em questão.

Abordamos sobre a necessidade de criar políticas coletivas para atendimento de demandas individuais, como é o caso das readaptações; falamos sobre as denúncias de assédio moral individual e coletivo e abordamos a pauta legítima e urgente do abono, para compor nossa remuneração global e combater o golpe da inflação baixa que só reajusta nossos salários, enquanto produtos da rotina familiar, como gás de cozinha, e combustível aumentam.

São dezenas de demandas que acumularam nos últimos anos, consequência da complexidade e descaso para o devido tratamento. Na conclusão, o desembargador entendeu que a matéria para a ação já não fazia sentido, uma vez que nossa paralisação durou apenas 24 horas. Ele deu o prazo de 48h para que a Cemig se manifeste em relação à retirada da ação.

 

carregando
carregando