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Petroleiros e petroleiras reafirmam luta contra o golpe no VIII PlenaFUP

Fundações de esquerda apresentam manifesto para o desenvolvimento do Brasil

Publicado: 03 Agosto, 2018 - 11h56 | Última modificação: 03 Agosto, 2018 - 12h12

Escrito por: FUP

FUP
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A delegação mineira durante o VIII PlenaFUP

A luta contra o golpe e suas consequências negativas contra os trabalhadores foi destaque na abertura do VII PlenaFUP, que aconteceu na quarta-feira (1°), na quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, no Rio de Janeiro.

A edição do PlenaFUP de 2018 reuniu cerca de 250 petroleiras e petroleiros de todo o País. Já a delegação mineira é composta por 19 pessoas, entre delegados, observadores e assessores. Além de representantes dos 13 sindicatos filiados à FUP, o evento também contou com a participação de integrantes das centrais CUT, CTB, das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e de movimentos sociais como MST, MAB, MPA, Levante Popular da Juventude, UBES, e do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

Com o tema “Petroleir@s pelo Brasil: Reagir, Lutar, Vencer”, a Plenária tem como objetivo debater estratégias de luta contra a privatização e contra o golpe, como explicou o coordenador da FUP, Simão Zanardi. Para isso, serão realizadas análises de conjuntura, debates e grupos de trabalho durante a Plenária.

Além disso, Zanardi reafirmou o apoio da Federação à candidatura de Lula à presidência e de Zé Maria a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro. “Demos um passo importante ao reafirmar que Lula é nosso candidato. Daremos um passo ainda mais importante que é eleger lula e, depois, fazer Lula governar. Também é necessário que tenhamos uma voz dos petroleiros no Congresso Nacional, e hoje Zé Maria representa esse projeto que é nosso, da Federação Única dos Petroleiros, de seus sindicatos, de todos os trabalhadores e dos nossos aliados. Sua candidatura representa essa voz contra o golpe e a favor da classe trabalhadora.”

O presidente da CUT, Vagner Freitas, destacou a importância da unificação dos movimentos, partidos e organizações de esquerda no enfrentamento ao golpe e à retirada de direitos dos trabalhadores. Para Freitas, o movimento sindical entendeu que a disputa, hoje, é ideológica e política e, por isso, a defesa de Lula Livre é o principal instrumento de luta dos trabalhadores brasileiros.

“O golpe não nos derrotou, ao contrário do que a mídia golpista diz. Eles prometeram mundos e fundos com a saída de Dilma e a prisão de Lula, mas a única coisa que aconteceu foi o aumento da insatisfação dos brasileiros a cada dia. Somos vitoriosos ao derrotar os conceitos por trás do golpe de que não temos que ter estado, participação política e democracia. As maiores preocupações do povo é com geração de emprego, com carteira assinada, saúde e educaçã. A população quer governantes que tenham preocupação com as políticas públicas. Por isso a direita patina e não consegue um candidato. Nós ganhamos o debate ideológico”, concluiu.

Paraíso do Tuiuti

O local de abertura VII Plenária Nacional da FUP, a quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, vice campeã do Carnaval do Rio de Janeiro em 2018, foi de grande importância simbólica para a conjuntura política brasileira atual. A escola apresentou no Carnaval carioca de 2018 o enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, questionando os 130 anos da Lei Áurea e denunciando a atual escravidão criada pelas reformas trabalhista e da Previdência.

No desfile, uma alegoria gigante de Michel Temer caracterizado como “vampiro” desfilou pelo Sambódromo, ao lado de “manifestantes fantoches” fantasiados de paneleiros com camisetas da CBF e de patos da Fiesp controlados pelas mãos gigantes da mídia.

Manifesto

Reconstruir a democracia, a soberania e o desenvolvimento nacional foi tema do primeiro painel da VII Plenafup, realizado na tarde da última quinta-feira (2). A mesa foi feita em um novo formato, com participação do público e de internautas pela página do Facebook da FUP, que está transmitindo as mesas ao vivo.

Participaram do painel, representantes da Fundação Maurício Grabois (PCdoB), Marco Costa; Fundação Perseu Abramo (PT), Isabel Leandro; Fundação Lauro Campos (PSOL), Francisvaldo Souza; e Fundação João Mangabeira (PSB), Alexandre Navarro.

Essas fundações se uniram e criaram dois manifestos voltados para o desenvolvimento do País. Isabel Leandro, da Fundação Perseu Abramo, explicou esses dois manifestos, o primeiro sobre a “Unidade para Reconstruir o Brasil” mais amplo, lançada no início de 2018; e o segundo “Por uma frente para  Parlamentar compromissada com a reconstrução e o desenvolvimento do Brasil”.

“Os documentos expressam a convicção de que, apesar das adversidades, o Brasil tem plenas condições de superar a presente crise”, alertou Isabel.

Já o manifesto para os parlamentares tem o objetivo de desencadear um movimento que contribua para a eleição de um conjunto de parlamentares comprometidos com a alternativa de um projeto nacional de desenvolvimento.

A ideia é que, uma vez eleitos, os parlamentares poderão protagonizar a constituição de uma Frente Parlamentar cujos integrantes terão como referência de atuação a defesa de um projeto pela reconstrução e o desenvolvimento do Brasil.

Marco Costa falou sobre crise internacional do capitalismo, onde “a forma mais cômoda que é a financeirização e a venda da força de trabalho. Crise essa que a Argentina e Brasil estão vivendo com mais força agora”, explicou Costa, que sugeriu que a opção é uma luta para tentar afirmar uma nova sociedade e nova forma de nos relacionarmos socialmente. “A preocupação das fundações é mostrar que é possível superar divergências e trabalhar nas convergências”, disse.

Francisvaldo Souza, representante da Fundação Lauro Campos, disse que a preocupação do grupo é desenvolver um projeto político de longo prazo para construir o Brasil. Souza fez um histórico de como funcionava a política brasileira, falando da época em que mulheres e negros não votavam, passando pelo coronelismo e o voto de cabresto. Segundo ele, a participação popular era irrisória e isso foi crescendo com o tempo, mas ainda temos necessidade de ampliação popular de participação política.

“Passamos por uma fase que a economia determinava as eleições e hoje estamos entrando em uma fase em que a política tem que obedecer a justiça. Eles que estão determinando como a política tem que ser feita seguindo a linha do grande capital. Esse é o problema que vamos ter que enfrentar nesse período eleitoral”, explicou.

Alexandre Navarro, da Fundação João Mangabeira, falou do manifesto para que os parlamentares consigam materializar as propostas contidas no documento. Alertou que o orçamento para Ciência e Tecnologia foi limitado, além de muitas perdas que a sociedade teve após o golpe. “Tomara que consigamos construir essa frente parlamentar que retome o compromisso com as pessoas desse País”, comentou Navarro.

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