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Plenária da CUT/MG organiza a Greve Geral em Minas Gerais

Categorias aprovam adesão. Atividades e atos estão programados em todo o Estado

Publicado: 12 Junho, 2019 - 16h40 | Última modificação: 12 Junho, 2019 - 16h58

Escrito por: Rogério Hilário

Rogério Hilário
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A maioria das categorias, dos setores público e privado, já aprovaram, em assembleias, a adesão à Greve Geral nesta sexta-feira, 14 de junho, em Minas Gerais. É o que foi apresentado na tarde de terça-feira (11) por dirigentes de sindicatos e entidades CUTistas em Plenária realizada na sede da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG). Apesar da paralisação, atividades, atos e mobilizações vão acontecer no dia em todo Estado, com participação dos movimentos sociais, das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, dos estudantes e do movimento estudantil.

A Greve Geral foi convocada pelas centrais sindicais para fortalecer a luta contra reforma da Previdência e os cortes nos investimentos da educação. Estão na pauta, também, a defesa da democracia, a luta contra as privatizações e as soluções para o desemprego. Em Belo Horizonte, um grande ato público será realizado na Praça Afonso Arinos, com a concentração começando por volta das 9h30. As manifestações estão programadas em outros pontos da capital mineira, mas todas e todos seguirão para a Praça Afonso Arinos. Os protestos e as paralisações acontecerão, também, no interior do Estado.

Em Minas Gerais, já confirmaram adesão à Greve Geral metroviários, bancários, dos setores público e privado (Belo Horizonte, Juiz de Fora e região), servidoras e servidores da educação (municipais, estaduais e federais), da saúde, servidores públicos municipais, trabalhadoras e trabalhadores da Copasa (água e saneamento), da área de processamento de dados (Serpro, Dataprev, Prodabel e Prodemge), metalúrgicos, petroleiros, Correios, eletricitários, economistas e estudantes.

“Na Plenária da CUT/MG tivemos o retorno de categorias sobre como ficou a movimentação sobre a paralisação nas assembleias. A maioria aprovou na segunda-feira (10), mas servidoras e servidores de Saúde fecharam na manhã de terça-feira (11). O Sind-Saúde já havia feito assembleias no interior e trabalhadoras e trabalhadores de Belo Horizonte aprovaram a paralisação na terça-feira. Muitas categorias deliberaram pela adesão à Greve Geral: metroviários, eletricitários, o pessoal da Copasa, petroleiros, educadores, trabalhadoras e trabalhadores da saúde, Sindifes e Sindsep (servidoras e servidores das instituições federais de ensino), Correios, metalúrgicos, Sindados e economistas”, afirmou Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da CUT/MG.

O Ato Público em Belo Horizonte está programado para as 11 horas, na Praça Afonso Arinos. As concentrações, segundo Jairo Nogueira Filho, começam mais cedo. “A programação de algumas categorias, como as da educação, foram convocadas para mais cedo. Servidoras e servidores municipais, estaduais e federais estão chamando para as 9h30, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e na própria Praça Afonso Arinos. O Coletivo das Centrais Sindicais definiu mais dois pontos de encontro: na Pedreira Prado Lopes, próximo ao Hospital Odilon Behrens, e na Avenida Nossa Senhora do Carmo, perto do Aglomerado Morro do Papagaio.”

“A expectativa é de uma grande paralisação. Dialogamos com os rodoviários e acreditamos que eles vão aderir. Teremos muitas atividades na sexta-feira, em Belo Horizonte, que culminarão com o ato às 11 horas na Praça Afonso Arinos. Esperamos uma grande Greve Gera pelas movimentações, pelos diálogos que temos com as pessoas nas ruas. Os estudantes estão animados e estaremos juntos mais uma vez, ao lado dos movimentos sociais, como MST e MAB, as Frentes”, disse o secretário-geral da CUT/MG.

“A Greve Geral é o grande momento da classe trabalhadora, para discutir com o povo a reforma da Previdência, que não traz nenhum benefício para todos nós; a questão da geração de empregos, que este governo não quer debater. Estamos com muitos desempregados e desalentados. É um ponto que precisamos discutir com a população. Qual a solução para isso? E tem os bloqueios nos investimentos para a educação, que também somos contrários, e os estudantes estão juntos com a gente nesta luta”, acrescentou Jairo Nogueira Filho.

“Acreditamos que será um grande dia, um grande ato, em Minas Gerais e no Brasil inteiro. Teremos atividade em várias regiões de Minas, com paralisações e mobilizações em Montes Claros, Uberaba, Uberlândia, Divinópolis, Ipatinga, Juiz de Fora. Todas com mobilizações e greves programadas. É um processo descentralizado, com atos por todo o Estado”, concluiu.

Eletricitários

A Greve Geral convocada pelas centrais sindicais e que acontecerá em todo o Brasil nesta sexta-feira (14) vai contar com a energia e a participação dos eletricitários. Foi o que ficou deliberado nas 58 assembleias feitas pelo Sindieletro de 27 de maio a 10 de junho em todas as regionais.

Vamos engrossar as fileiras junto com metalúrgicos, metroviários, petroleiros, estudantes, os movimentos sociais e populares e várias outras categorias na luta contra a Reforma da Previdência, contra a privatização das estatais e contra os cortes na educação.

Também levaremos a nossa bandeira em defesa da Cemig e contra o projeto do governador Romeu Zema que quer entregar a maior empresa de Minas para a iniciativa privada.

Venha para a luta! A hora é de união, de defender nosso direito a uma aposentadoria digna, por uma educação pública, inclusiva e de qualidade e de defender a nossa soberania.

Não à Reforma da Previdência, não às privatizações e não aos cortes na educação.

 Saúde

Trabalhadores da Saúde decidiram em assembleia realizada na manhã de terça-feira (11) que a categoria vai aderir à Greve Geral nacional contra a reforma da Previdência nesta sexta (14). A assembleia de hoje, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), também decidiu que os núcleos do Sind-Saúde no interior vão aderir à paralisação.

Além de confirmar a participação na Greve Nacional, os trabalhadores deliberaram pela organização e mobilização, em conjunto com o funcionalismo, contra o acordo de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal que o governo do Estado quer fazer com a União.

A proposta de acordo formulada pelo governo deve chegar à Assembleia nos próximos dias e prevê, entre outros retrocessos, o congelamento de salários e a suspensão de concursos públicos.

Com a decisão de aprovar o acordo nas mãos dos deputados, a categoria da Saúde resolveu que deve se juntar ao funcionalismo estadual e partir para a pressão sobre os parlamentares, para que eles não aprovem o acordo fiscal.

A mesma orientação deve ser encaminhada, junto aos deputados federais e senadores mineiros, em relação à Reforma da Previdência. A manifestação pela Greve Geral está marcada para as 11 horas de sexta-feira (14), na Praça Afonso Arinos, no Centro de Belo Horizonte.

Educação em marcha

Técnico-Administrativo em Educação, Professores e Estudantes deliberaram que na próxima sexta, dia 14, durante a Greve Geral, a Comunidade Universitária da UFMG irá se concentrar, a partir das 10 horas em frente a Faculdade de Medicina da UFMG, no Campus Saúde; deste local, seguirá em passeata para a Praça Afonso Arinos, onde estarão reunidos trabalhadores de outros setores e integrantes dos movimentos sociais que aderiram a Greve Geral e participarão do Grande Ato. A decisão foi tomada em Plenária Unificada, realizada na manhã desta quarta-feira, dia 12 de junho, na Escadaria da Reitoria, no campus Pampulha.

Com a possibilidade do transporte público estar parado, serão disponibilizados ônibus para realizarem o trajeto de ida e volta para os atos, saindo do Campus Pampulha. As viagens iniciam do ponto, em frente a Escola de Belas Artes, às 8h30.

Unanimidade nos Correios

Aconteceu na noite de segunda-feira (10), no auditório do SINDADOS-MG, em Belo Horizonte, a Assembleia Geral de trabalhadoras e trabalhadores dos Correios da base do SINTECT/MG. Por unanimidade, os trabalhadores reunidos em assembleia aprovaram paralisar as atividades nesta sexta-feria (14) e participar da Greve Geral que está sendo convocada pelas centrais sindicais contra a Reforma da Previdência e demais ataques do governo.

A reunião teve início com  o presidente do SINTECT-MG, Robson Silva, e o assessor político do Sindicato, companheiro Pedro Paulo, fazendo a análise da conjuntura, exposição sobre os pontos debatidos e acordados no 35° Conselho de Representantes (CONREP) da Fentect, sobre a campanha salarial e sobre a importância da Greve Geral que ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 14/06. Os trabalhadores presentes, por sua vez, participaram com perguntas e sugestões sobre os direcionamentos da luta que será travada contra a privatização dos Correios.

João Monlevade

A Frente Brasil Popular (grupo que reúne sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de João Monlevade realizam manifestação nesta sexta-feira, 14, contra o projeto de reforma da Previdência do governo federal, cortes na educação e aumento do desemprego.

Os organizadores contam com a presença de representantes de outras cidades do Médio Piracicaba, para dar dimensão regional à mobilização.

Haverá concentração na Praça Domingos Silvério, em Carneirinhos, às 14 horas. Em seguida, os manifestantes farão caminhada pela avenida Getúlio Vargas até a rua Duque de Caxias e, depois, pela avenida Wilson Alvarenga. O percurso termina em frente à agência do INSS, com falas das lideranças sobre os temas do protesto.

A manifestação em João Monlevade integra movimento nacional liderado por centrais sindicais e entidades estudantis, que convocaram Greve Geral para esta sexta. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sintramon), professores de algumas escolas do município confirmaram que não haverá aulas neste dia.