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Greve de servidoras e servidores do Sistema Estadual de Saúde e da Unimontes

Principal reivindicação da categoria neste momento é a isonomia de tratamento com a segurança, setor a quem o governo Romeu Zema se comprometeu a recompor perdas salariais de 28,82%

Publicado: 01 Novembro, 2019 - 18h17 | Última modificação: 05 Novembro, 2019 - 11h25

Escrito por: Sind-Saúde/MG

Sind-Saúde/MG
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Em Assembleia Geral dos trabalhadores da saúde, realizada na manhã de segunda-feira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG),  trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Estadual de Saúde e da Unimontes, que estavam em estado de greve, deliberaram por entrar em greve por tempo indeterminado, que terá início nesta quinta-feira, 7 de novembro, cumprindo as 72 horas após a deliberação.

A principal reivindicação do sindicato neste momento é a isonomia de tratamento com o setor da segurança. Isso porque em anúncio à imprensa, o governo afirmou que reconhece as perdas salariais dos servidores da segurança no percentual de 28,82% e se comprometeu a recompor. Após a última assembleia geral realizada no dia 21 de outubro, o governo sinalizou que faria o reajuste nos termos da segurança pública, mas nenhum comunicado oficial foi feito. Além da isonomia, há outras reivindicações, dentre elas a revogação do decreto das OS e extensão da GAGES para todos os trabalhadores da SES.

Para Renato Barros, diretor do Sind-Saúde, o sindicato aguardou respostas do governo até o início da assembleia de hoje, mas a única resposta que deram foi marcar uma reunião na Cidade Administrativa para o dia 7 de novembro. No entanto, o convite da reunião foi feito por telefone, não tendo nenhum documento oficial. “Esperamos diálogo com o governo. Mas nada nos foi repassado até agora. É muito grave a forma que o governo está tratando a saúde. O Conselho Estadual deliberou pelo veto das OS em Minas, e o governo descumpriu e ignorou essa decisão”, disparou. À tarde, o Sind-Saúde recebeu a oficialização do governo sobre a reunião.

Trabalhadores da Fhemig, Funed, Hemominas, ESP e SES/MG e Unimontes participaram da assembleia e fizeram quórum as reivindicações coletivas. “Essa luta é coletiva! Esse sindicato terá responsabilidade com a decisão dos trabalhadores. Devemos estar unidos, pois esse governo não está dialogando com trabalhador, está tomando decisões e depois comunicando. Isso é inadmissível”, alegou Neuza Freitas, diretora do Sind-Saúde.

Para Neuza a proposta de reunião com o governo para ouvir respostas das reivindicações é boa, mas precisa ter pelo menos um comunicado oficial. A diretora informou ainda que fará uma reunião com o líder do bloco da minoria na ALMG após a assembleia para pedir acompanhamento nas pautas cobradas.

O Sindicato acredita que este é o melhor momento para que o governo apresente uma proposta que contemple os servidores da saúde e diminua a defasagem salarial. Para a melhora do quadro que atende os trabalhadores, a direção do Sindicato avalia a posição do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que mudou a regra de cálculo das despesas pessoais do governo e retirou aposentados e pensionistas da metodologia. Com essa mudança, Minas Gerais sai do limite de gasto com pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal (49%). A Lei de Responsabilidade Fiscal é historicamente utilizada como argumento para não conceder reajuste salarial.

Além disso, outro cenário positivo para o ajuste de contas com funcionalismo é o pedido de antecipação de créditos do nióbio no valor de R$4,5 bilhões. O governo argumenta que com este valor, será possível regularizar o pagamento dos servidores e o 13º salário.
Para Erico Colen, diretor do sindicato, o momento é propício para avançar numa mobilização de greve. Devemos fazer uma grande manifestação na quinta-feira para dar início ao movimento. Temos que deixar claro que o governo desrespeitou deliberação do Conselho e que OS é privatização”, alegou.

Trabalhadoras e trabalhadores da saúde acreditam que este é momento para pressionar um atendimento isonômico do governo. Levado em conta que o governo não se manifestou, não apresentou nenhuma proposta de negociação para os trabalhadores, foi deliberado que entrassem em greve por tempo indeterminado e que, no próximo dia 7, os trabalhadores estarão em vigília na Cidade Administrativa, onde acontecerá a reunião.

Após o término da Assembleia, um grupo de diretores se reuniu com o líder da bancada da minoria e solicitou acompanhamento e reforço na cobrança das pautas reivindicadas. O deputado ainda repassará para os outros deputados, inclusive para o bloco da maioria, para abrir a discussão sobre as pautas.

O deputado estadual, líder do bloco da minoria, André Quintão manifestou seu apoio aos trabalhadores da saúde. “Minha total solidariedade com o movimento grevista e aproveito para deixar meu compromisso de monitorar as ações do Estado em relação às Organizações Sociais!”, falou o deputado.

André Quintão entrou em contato com o secretário de planejamento e gestão para articular a reunião de forma oficial. A assessoria do mandato fará todo acompanhamento da reunião.