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Servidoras e servidores da saúde aprovam ato conjunto com educadores

Categoria paralisa atividades, realiza assembleia e mantém mobilização pelo retorno do pagamento no quinto dia útil

Publicado: 14 Maio, 2018 - 16h14 | Última modificação: 08 Junho, 2018 - 01h35

Escrito por: Sind-Saúde/MG

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Em assembleia geral realizada nesta segunda-feira (14), trabalhadoras e  trabalhadores da saúde decidiram não aceitar o tratamento de descaso do governo que além de parcelar o salário deste mês, decidiu mais uma vez atrasar as parcelas. No pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o sentimento era de indignação com a atitude do governo Fernando Pimentel.

Servidoras e servidores reagiram à decisão do governo de usar o argumento de que precisava apurar os indícios de irregularidade em vínculos de servidores públicos apontados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que, devido a isso, a primeira parcela dos salários não seria mais paga no dia 16 de maio, conforme anunciado. Para os trabalhadores da saúde, o argumento é uma falácia e eles criticaram também o ato desleal do governo que faltou com a isonomia com os servidores ao anunciar que o pagamento do dia 16 será feito apenas para os trabalhadores da Fhemig - a força de trabalho da saúde não tem dúvida do jogo do governo para desmobilizar os trabalhadores.

De acordo com a votação da maioria dos trabalhadores na assembleia, o protesto da categoria vai continuar. Eles decidiram que vão ampliar o grito de indignação se juntando ao ato dos trabalhadores da educação na quarta-feira (16), às 9 horas, na Praça da Liberdade. Deliberaram também que, encerrada a paralisação de 24 horas de segunda-feira, os trabalhadores da Secretaria de Estado da Saúde (SES) voltam ao trabalho com uma tarja preta no braço em sinal de luto contra a atitude desrespeitosa do governo. Na assembleia foi decido também que todos os trabalhadores da saúde não abrem mão da luta pelo recebimento dos salários no quinto dia útil.

Para os diretores do Sind-Saúde que se manifestaram durante a assembleia, depois de três anos, a gestão não engana mais ninguém porque já deixou muito clara a falta de compromisso com os servidores. A evolução da mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras para a greve não está descartada, sendo que a ajuda de custo, recebida por dia trabalhado, foi citada como um benefício que não deve iludir os trabalhadores. “O governo tirou o auxílio-alimentação e criou a ajuda de custo porque ela pode ser retirada dos trabalhadores a qualquer momento”.

Os servidores lembraram que desde 2011 não há reajuste dos salários quanto às perdas inflacionárias e que a categoria amarga prejuízos juntamente com os recorrentes parcelamentos e atrasos das parcelas. O único acréscimo financeiro no salário foi a incorporação do abono de 190,00 e mais nada, ainda assim dividido em quatro parcelas.

No final do ano passado nem o 13º dos trabalhadores escapou do parcelamento. “As mudanças nos dias de pagamento deixam os servidores em constante sobressalto sem saber se vão conseguir cumprir com seus compromissos pessoais”, lembraram os trabalhadores.

O Sind-Saúde convoca todos os servidores a permanecerem mobilizados e a participarem do ato unificado com a Educação na quarta-feira, dia 16, na Praça da Liberdade, em frente ao Palácio do Governo. O protesto é uma forma de dar visibilidade à indignação da categoria que repudia o tratamento do governo de atrasar e parcelar salários, vendo desta forma uma maneira de dividir e desmobilizar a categoria do funcionalismo mineiro.  Participaram da Assembleia geral trabalhadoras e trabalhadores da SES, da Fhemig,  Funed, Hemominas, SES e Unimontes.

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