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Sindicato celebra 50 anos da greve dos metalúrgicos de Contagem

Cerimônia, com personagens históricos, acontece na sede do Sindimet

Publicado: 19 Abril, 2018 - 17h21

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos de BH, Contagem e Região

Há 50 anos, no dia 16 de abril de 1968, cerca de 1.200 trabalhadores da siderúrgica Belgo-Mineira, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, cruzam os braços reivindicando reajuste salarial de 25%. Esta foi a primeira greve no país depois do golpe militar e surpreendeu a ditadura, que desde 1964 impunha uma política de arrocho responsável por corroer mais de 20% do valor médio dos salários.
 
Para celebrar a histórica data, o Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região reuniu alguns personagem da época, que foram homenageados e contaram suas experiências, durante cerimônia realizada no dia 16 de abril de 2018, na sede do sindicato.
 
O evento reuniu mais de 120 pessoas, entre dirigentes sindicais, trabalhadores metalúrgicos da ativa e aposentados, companheiros (as) de outras categorias, militantes do levante popular da juventude, familiares dos homenageados, autoridades e lideranças políticas.
 
A greve que aconteceu em Contagem, em plena ditadura militar, serviu de exemplo para todo o país. Metalúrgicos de Osasco vieram à Contagem para conhecer de perto a estratégia usada pelos trabalhadores (as) mineiros (as) naquela época.
 
A experiência adquirida aqui foi fundamental para que os companheiros paulistas também organizassem, com êxito, a greve de Osasco, em junho de 1968.
 
50 anos depois, personagens dos dois Estados voltaram a se reencontrar na tarde dessa segunda, 16 de abril, na sede do sindicato em Contagem, onde ficaram por mais de três horas relembrando as lutas e os desafios enfrentados durante a greve.
 
Em Junho, os metalúrgicos de Osasco farão uma cerimônia para celebrar os 50 anos da greve em São Paulo, onde o Sindicato de BH/Contagem também será homenageado.
 
Durante os discursos dos convidados, a conjuntura política e a perseguição ao ex-presidente Lula foi pautada por todos. Ao final do evento, o Sindicato criou o Comitê Popular Sindical Lula Livre. O local será mais um instrumento de luta do campo da esquerda e ficará responsável por organizar atividades locais em defesa da liberdade do ex-presidente.
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