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Trabalhadoras e trabalhadores dos Correios de Minas recusam proposta

Categoria vai realizar assembleia na próxima semana para organizar adesão à greve nacional

Publicado: 31 Julho, 2018 - 12h27 | Última modificação: 01 Agosto, 2018 - 17h01

Escrito por: Rogério Hilário, com informações do Sintect-MG

Rogério Hilário
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Trabalhadoras e trabalhadores dos Correios de Minas Gerais recusaram a proposta da empresa em assembleia realizada na noite de terça-feira, 31 de agosto, na Praça Sete, região Central de Belo Horizonte. A categoria volta a se reunir na próxima terça-feira, 7 de agosto, e se a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não apresentar nova proposta, será deflagrada,  a partir das 22 horas, a greve nacional. A assembleia foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais (Sintect-MG).

Nesta quarta-feira, 1° de agosto, dirigentes do Sintect-MG fizeram um ato, no horário do almoço, na portaria do Complexo Operacional do Jaraguá (Cop-Jaraguá). Eles informaram as resoluções da assembleia e receberam denúncias e reivindicações de trabalhadoras e trabalhadores.

A rejeição da proposta foi unânime em todo o país nas mobilizações no último dia 26. Os ecetistas estão se preparando para a grande greve que poderá ser deflagrada no dia 7 de agosto, a partir das 22 horas, se não houver um consenso. As assembleias desta semana, complementando a decisão das demais entidades que já haviam realizado no dia 18 de julho, chegaram para somar à mobilização da categoria, que promete parar o Brasil.

Durante as negociações, a empresa, além do reajuste rebaixado de 1,58% nos salários, propôs apenas exclusões de cláusulas e alterações que prejudicam os trabalhadores. Ela quer retirar o abono de férias; reduzir a jornada de trabalho aos finais de semana, também os valores para quem tem direito ao adicional noturno; implantar o ponto eletrônico; retirar o ticket Peru e o Vale Cultura e aumentar a coparticipação no vale-alimentação, entre outros absurdos, como a decisão do presidente Carlos Fortner de substituir os motociclistas por motoboys. Um projeto de sucateamento após o outro.

O Comando segue firme em Brasília, aguardando as próximas reuniões e o preço que a empresa está disposta a pagar, se fica com os serviços parados e a imagem manchada diante da sociedade ou se investe nos trabalhadores, em melhorias, condições de trabalho, produtividade e, assim, consegue se reerguer frente à opinião pública.

Mas vale reafirmar que o Comando não trabalha sozinho. A força dos trabalhadores é a chave para mostrar à direção da estatal que a categoria não está acomodada e não aceitará as imposições da ECT que reduzem, excluem, anulam, eliminam e não trazem nada de benefício aos empregados. Somente com a luta vai haver vitórias.

NENHUM DIREITO A MENOS!

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