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Trabalhadoras e trabalhadores em educação vão às ruas de Belo Horizonte para cobrar o pagamento do 13° salário

Manifestação começa em frente ao Palácio da Liberdade, com marcha até a Praça Sete

Publicado: 12 Janeiro, 2018 - 11h38

Escrito por: Rogério Hilário, com informações do Sind-UTE/MG

Educadoras e educadores de todo o Estado, coordenados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), realizaram manifestação, na manhã desta quarta-feira (27),  com paralisação total das atividades, para cobrar, mais uma vez, do governo do Estado o pagamento do 13° salário. Trabalhadoras e trabalhadores se concentraram em frente ao Palácio da Liberdade e, por volta, das 10h30, saíram em marcha até a Praça Sete para denunciar à população o descaso do governo com a educação e a saúde.

Manifestantes, que mostraram a disposição de continuar em luta por direitos e conquistas neste período de fim de ano e seguir mobilizados durante  ano letivo, podem paralisar as atividades se não tiverem suas reivindicações atendidas. Educadoras e educadores contaram com o apoio da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), sindicatos CUTistas, movimentos sindical, sociais e populares. Esta é a terceira vez, no mês de dezembro, que a categoria protesta e paralisa totalmente as atividades. A primeira ocorreu no dia 6, para cobrar do governo do Estado, o pagamento do 13º salário conforme determina a lei.

Essa é a primeira vez que um governo mineiro não faz nenhum pagamento do 13º no mês de dezembro. "É inadmissível essa postura do governo, de dar tratamento diferenciado para algumas categorias em detrimento de outras. O 13º Salário é um direito e no caso da educação beneficia muitos servidores que ganham menos de um salário mínimo bruto", destaca a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG e presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira.

Já no dia 18 de dezembro, novamente o Sindicato se posicionou sobre essa questão chamando uma coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde também aconteceu uma mobilização da categoria, com ocupação das galerias que dão acesso ao plenário da Casa e pedido aos deputados para obstrução da pauta de votações. 

Depois dessa mobilização, o governo chamou o Sind-UTE/MG e outras entidades representativas do funcionalismo para se reunir. Mas, a opção do governo de pagar o 13º de algumas categorias, deixando outras para receber em quatro parcelas (janeiro, fevereiro, março e abril) desagradou amplamente, tendo sido considerada uma atitude inaceitável..

Da mobilização desta quarta-feira, com paralisação de atividades, participaram trabalhadoras e trabalhadores administrativos, a exemplo, das Superintendências Regionais de Ensino em todo o estado, servidores/as do Órgão Central da Secretaria de Estado da Educação e escolas que estão na fase de organizar as turmas para 2018. Em Belo Horizonte, as atividades teve ainda a participação de trabalhadores e trabalhadoras vindos de várias regiões do Estado.

Justiça

O Sind-UTE/MG entrou com um Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça, dia 18 de dezembro, para exigir que o Governo pague o pagamento do 13º salário e aguarda para qualquer momento decisão da justiça.

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