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Assembleia Estadual do Sind-UTE/MG pode decidir por greve na rede estadual de ensino

Deixando parte da categoria sem o 13º salário e apresentando propostas de reajuste salarial a apenas um setor do funcionalismo, o governo do Estado relegou a Educação a segundo plano

Publicado: 05 Fevereiro, 2020 - 11h17 | Última modificação: 05 Fevereiro, 2020 - 12h31

Escrito por: Sind-UTE/MG

Lidyane Ponciano
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Educadoras e educadores participam do Conselho geral - Foto Sind-UTE/MG

 

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) realiza, nesta quarta-feira (5), Assembleia Estadual para debater e aprovar o calendário de lutas de 2020, momento em que também poderá ser deflagrada uma greve na rede estadual de ensino. A atividade acontecerá às 14 horas, no pátio da Assembleia Legislativa (ALMG), no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizontal, com paralisação total da categoria.

Agora, pela manhã, o Sindicato reúne o seu Conselho geral, com representantes de todas as regiões do Estado.

Ao longo de 2019, o Sind-UTE/MG reivindicou o pagamento do 13º salário, bem como propostas de cumprimento da Lei Estadual 21.710/2015 e da Lei Federal 11.738/2008, que estabelecem o Piso Salarial Profissional Nacional como um direito legal. Deixando parte da categoria sem o 13º e apresentando propostas de reajuste salarial a apenas um setor do funcionalismo, o governo do Estado relegou a Educação a segundo plano.

No ano passado, a categoria viu uma política de desemprego ser implementada a partir de milhares de demissões no programa Escola de Tempo Integral, com o Plano de Atendimento, fusão de turmas, municipalização de escolas estaduais e redução do Quadro Escola.

Além disso, a informatização dos trâmites educacionais se mostrou fracassada e só trouxe o caos para estudantes, famílias e à categoria. O sistema de pré-matrículas online não respeitou o zoneamento e até alocou alunos no sistema prisional!

O Diário Escolar Digital (DED) foi utilizado pelo governo de Romeu Zema como instrumento de assédio moral contra educadores e educadoras, a Remoção de Pessoal feita online transferiu trabalhadores para municípios que não foram escolhidos, e o sistema que gera o Quadro Informativo (QI), necessário para a designação, apresentou problemas no processo de contratação para 2020.

A forma como a Educação mineira vem sendo tratada pelo governador, desde o início da atual gestão, só demonstra a urgência de interromper essa postura e reivindicar o atendimento a direitos básicos, como o emprego, acesso ao ensino público e dignidade remunerativa.

A Assembleia Estadual será uma resposta concreta da categoria a esse cenário.