Ato em BH reforça a defesa da democracia e a soberania da América Latina
Manifestação ocorreu nesta quinta-feira (8/1) e se repetiu por todo o país, três anos após a tentativa de golpe
Publicado: 09 Janeiro, 2026 - 12h52 | Última modificação: 09 Janeiro, 2026 - 13h50
Escrito por: CUT Minas
Foram mais de mil pessoas reunidas na praça Fuad Noman, no Centro de Belo Horizonte, no final da tarde desta quinta-feira (8/1), para defender a democracia. A data marcou os três anos da tentativa de golpe de estado que ocorreu no país em 2023.
O ato reuniu populares, movimentos sociais, lideranças partidárias, parlamentares, militantes e sindicatos que defenderam não só a democracia brasileira como a soberania dos povos e, sobretudo, da América Latina, como destacou o presidente da CUT Minas, Jairo Nascimento.
“Esse ano é de eleições gerais, temos que mudar esse congresso para melhorar a vida do nosso povo brasileiro e dos povos da América Latina. O Brasil é liderança nesse processo de manter a autonomia e a soberania da América Latina. A gente não quer guerra, queremos construir a nossa riqueza. Nossa riqueza natural é altíssima, temos um povo trabalhador, temos tudo para crescer e virar um país imenso, mas não dá para deixar essa elite voltar, essa elite dos 1% que está doida para voltar para dar mais dinheiro para os ricos e tirar do povo”.
As manifestações desta quinta-feira tiveram como lema “Em defesa da democracia, sem anistia para golpistas, pelo veto ao PL da dosimetria”, e aconteceram em cidades por todo o país.
Veto ao PL da dosimetria
Enquanto o Brasil foi às ruas defender a democracia e manifestar seu repúdio à proposta de livrar os golpistas da cadeia, em Brasília, o presidente Lula, em uma cerimônia institucional realizada no Palácio do Planalto, também manifestou seu apoio às pautas populares.
Na cerimônia na capital federal, Lula reafirmou a defesa da democracia brasileira, da Constituição e do compromisso com o Estado de Direito. O presidente também assinou o veto integral ao Projeto de Lei da Dosimetria, que previa mudanças na progressão de regime e na dosimetria de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito.
O gesto foi recebido com aplausos calorosos, por reforçar a necessidade de rigor legal e o compromisso permanente com a democracia — condição indispensável para a ampliação de direitos, a redução das desigualdades e a proteção da classe trabalhadora.
“O Brasil acertou as contas com o passado dentro do devido processo legal”, afirmou Lula.
Confira as fotos do ato em BH aqui.
