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Ato Simbólico em Belo Horizonte cobra auxílio emergencial imediato de R$ 600

Na manifestação foram incluídas as pautas  como  luta contra políticas genocidas de Romeu Zema e Jair Bolsonaro, as privatizações e a reforma administrativa e em defesa o piso salarial da enfermagem

Publicado: 26 Maio, 2021 - 17h24 | Última modificação: 27 Maio, 2021 - 11h21

Escrito por: Rogério Hilário

Rogério Hilário
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A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), entidades CUTistas e movimentos sociais se uniram em Ato Simbólico pelo Auxílio Emergencial de R$ 600, na manhã desta quarta-feira (26), na Praça da Estação, na região Central de Belo Horizonte. Na manifestação foram incluídas as pautas da população brasileira e de categorias de vários setores do serviço público como a luta por vacinação, contra a carestia e contra a fome, as políticas genocidas dos governos de Romeu Zema e Jair Bolsonaro, as privatizações e a reforma administrativa e em defesa o piso salarial da enfermagem. Dirigentes sindicais e militantes se comprometeram a participar do Ato Fora Bolsonaro – Governo que Mata Mais do que o Vírus, que será realizado deste sábado, dia 29 de maio. A concentração vai acontecer às 10 horas, na Praça da Liberdade.

O Ato Simbólico pelo Auxílio Emergencial de R$ 600 foi coordenado pela secretária-geral da CUT/MG, Lourdes Aparecida de Jesus, que também enfatizou as outras pautas e convocou todas e todos para a mobilização deste sábado (29). “ Basta de fome, basta de morte. O auxílio emergencial imediato de R$ 600 para todas e todas que precisam é o que exigimos. O povo brasileiro está passando fome e a redução do valor e do alcance do auxílio emergencial, um crime cometido pelo governo federal, levou essa situação ao extremo. E está submetido a um governo genocida que não tem e não se preocupa com políticas públicas de combate à pandemia. Nos unimos também à luta dos profissionais de enfermagem pelo piso salarial, contra as privatizações e contra a reforma administrativa, cuja admissibilidade foi aprovada no Congresso Nacional. Temos que nos organizar para impedi-la. Vacina do braço e comida no prato. Fora governo genocida.”

“Este Ato Simbólico é muito importante. O auxílio emergencial de R$ 600 é vital para milhões de pessoas que estão sem assistência do Estado e recebem um valor irrisório. Além disso, precisamos de vacinação para um número de maior de pessoas. A vacinação tem que ser massificada. E poderia ter sido se o governo genocida de Romeu Zema, uma cópia de Jair Bolsonaro, investisse na Fundação Ezequiel Dias (Funed). Estamos à mercê de governos genocidas. Há pressão pelo retorno de aulas presenciais. Alguns estados e algumas cidades cometem este crime. Aconteceu em São Paulo e no Paraná e o resultado foi o aumento no número de mortes. Belo Horizonte e Ipatinga também são exemplos disto, da exposição de alunos e educadores à contaminação. Lutamos também contra a sanha privatista de Romeu Zema, que quer entregar as escolas estaduais a empresários. Colocou escolas à venda em Belo Horizonte e outros municípios. Seguiremos em mobilização pela educação e pela vida”, disse Denise Romano, coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG).

Para Yara Cristina Batista, secretária de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT/MG e vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde de Betim, a luta pelo auxílio emergencial imediato de R$ 600 está interligada com todas as demandas geradas pelas ações dos governos genocidas de Romeu Zema e Jair Bolsonaro, que se agravaram durante a pandemia de Covid-19, tais como as lutas por vacina para todas e todos, pelos serviços e servidores públicos, pelo SUS, contra as privatizações e a reforma administrativa.

Segundo Robson Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares do Estado de Minas Gerais (Sintect/MG), as mobilizações, em especial a desta quarta-feira (26), são importantes para “dialogar e mostrar para a população a importância de se exigir do governo genocida de Jair Bolsonaro um auxílio emergencial que atenda ao povo brasileiro neste momento de pandemia, carestia e fome”. “O governo é culpado pelas mais de 450 mil mortes. Temos que construir uma frente única de esquerda para pôr abaixo estas políticas. Os Correios estão ameaçados. A Eletrobrás vem sendo atacada continuamente. O governo é mais nocivo que o vírus. Sábado, precisamos estar todos nas ruas para colocar abaixo este governo genocida. Não podemos permitir as privatizações e o desmonte do Estado brasileiro.”

“Estamos em um dia de luta e de luto. Com um rastro de mais de 450 mil mortes. É um Dia Nacional de Luta. As pessoas estão perdendo a vida pela contaminação ou de fome. Fora Bolsonaro. Ele é o responsável pelas mortes, pela fome, que voltou a assombrar este país. Na Petrobras, perdemos muitos companheiros. Em Betim, em dois meses, oito morreram. E estamos no sétimo dia da greve da Petrobras Biocombustíveis. Na usina de Montes Claros, a adesão é quase completa. Quero também saudar os companheiros pela luta contra a privatização fatiada”, disse Felipe Pinheiro, da Direção Colegiada do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) e secretário de Comunicação da CUT/MG.

“Hoje é um dia especial para nós. Estamos aqui e nossos companheiros estão em Brasília para apresentar e cobrar as nossas pautas no Congresso Nacional. Enquanto cobramos um auxílio emergencial, eles exigem o respeito à democracia, que não permitam que um governo mate a enfermagem, mate os trabalhadores, mate a população brasileira. Nos unimos a companheiras e companheiros da enfermagem, que há mais de 30 anos lutam pelo piso. Estamos juntos na luta pela vida, pela democracia. Fora Bolsonaro”, afirmou Bruno Pedralva, do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Belo Horizonte (Sindibel).

“Nos deixa ainda mais fortalecidos a presença de tantas categorias neste Ato Simbólico. E nos dá a certeza que estaremos ainda mais fortes nas próximas mobilizações. Não podemos ficar calados diante de tantas atrocidades cometidas por este governo genocida de Jair Bolsonaro. Que zomba das mais de 450 mil mortes. Estão zombando da fome, dos milhões de pessoas que não têm recursos para sobreviver. Entra ministro da Saúde e sai ministro e é sempre a mesma conversa fiada. Os bancários estão nesta luta e queremos convocar a todos para o Ato Fora Bolsonaro de sábado, com mais de nós, mais militantes”, disse Sebastião da Silva Maria, da diretoria do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região e secretário de Administração e Finanças da CUT/MG.

“O número de mortes de profissionais de saúde já ultrapassa 800. Não podemos ser apenas números negativos para que nossas pautas cheguem ao Congresso Nacional. Afinal são 30 anos lutando por um piso nacional da enfermagem. Mas temos, também, que estar numa luta coletiva contra a reforma administrativa. O que seria da população neste momento tão crítico, tão grave se não existisse o SUS? Os profissionais da enfermagem estão vacinando toda a população. Viva a vacina, viva a ciência, viva o SUS”, disse Yara Batista.

José Carlos de Souza, representando o Mandato da Deputada Estadual Beatriz Cerqueira (PT) e o Movimento Negro Unificado, destacou que a política genocida de Jair Bolsonaro é mais nociva para negras e negros que ocupam a base da pirâmide no Brasil. “O mandato tem feito de tudo para barrar as propostas privatistas e genocidas do representante e puxa saco de Jair Bolsonaro em Minas Gerais, o governador Romeu Zema. Um projeto dele, o Mãos Dadas, deixa claro que está aliado aos empresários, com sua sanha privatista. Que não perdoa nem mesmo a educação, que é uma obrigação do Estado. Zema quer transferir as escolas para empresas privadas, assim como privatizar a Cemig, a Copasa e outras empresas públicas. Por isto precisamos seguir nesta luta intensa pela saúde, educação, Correios, bancários, petroleiros. E o Movimento Negro se insere nestas pautas porque quem vai pagar mais por tudo são negras e negros. Sem políticas públicas, que vai continuar na base da pirâmide social somos nós. Após a chacina de Jacarezinho, um deputado disse que foi uma faxina. Há uma política de nos excluir. Fora Bolsonaro. E leva o Zema junto.”

José de Arimatéia Leite de Menezes, da Diretoria Colegiada do Sindicato dos Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal no Estado de Minas Gerais (Sindsep/MG), ressaltou os ataques que vêm sendo feito às categorias representadas pela entidade e que o governo federal se recusa a negociar as pautas. “Durante a greve da Ebserh, de trabalhadores no Hospital das Clínicas, foi imposta uma multa absurda à entidade pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), R$ 100 mil diários. Não há qualquer possibilidade de negociação. Estamos juntos para impedir as privatizações da Petrobras, da Ceasa, que está na alça de mira desde governo genocida. Enquanto estávamos lutando por vidas, ele comemorava as mais de 450 mil mortes em evento no Rio de Janeiro.”

 “Em nossa base temos servidoras e servidores da educação e da saúde. Na UFMG, no Hospital das Clínicas. E quando teríamos todas as condições de produzir vacinas, há o corte de 18% no orçamento da universidade por esta política genocida do governo. O pior: com o convênio com a Prefeitura de Belo Horizonte, para financiamento da produção de vacinas, os valores acordados também sofreriam o mesmo corte, que seria feito nos recursos próprios adquiridos na contratação de serviços. Por tudo isto e por muito mais, temos que nos unir no próximo sábado, dia 29, para dar unificar a luta para dar um basta neste governo genocida. Fora Bolsonaro”, disse Cristina Del Papa, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes).

“O momento exige a unificação da luta. A enfermagem não pode continuar sendo trucidada, chacinada pelos governos. Os profissionais estão quase precisando do auxílio emergencial, pois recebem R$ 1.200 por mês. Isto é imoral, indecente e desrespeitoso. Há mais de 30 anos a categoria luta por um piso, pelo PL 2564, que é sempre negado por governos estaduais e, agora ainda mais, pelo governo genocida de Jair Bolsonaro”, afirmou Lionete Santos Pires, do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG).