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Candidatos à reeleição por Minas votaram contra o povo e agora querem voltar

Se votou, não volta! Esse é o recado da classe trabalhadora aos parlamentares de Minas Gerais que aprovaram projetos que retiraram direitos, como a reforma Trabalhista e a PEC do Teto dos Gastos

Publicado: 21 Setembro, 2018 - 14h28 | Última modificação: 21 Setembro, 2018 - 17h11

Escrito por: Rosely Rocha, especial para Portal CUT

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Desde o golpe de 2016, parlamentares da base aliada de Michel Temer (MDB-SP) têm votado diversos projetos que prejudicam os trabalhadores e as trabalhadoras, retirando direitos, precarizando as relações de trabalho e colocando em risco a soberania nacional.

A ironia é que a maioria desses deputados e senadores quer se reeleger e voltar ao Congresso Nacional e, para isso, estão pedindo votos para a classe trabalhadora e os mais pobres, os mais prejudicados pelos projetos que eles aprovaram.

Entre esses projetos estão o da reforma Trabalhista, terceirização, PEC do Teto dos Gastos Públicos, que congela por 20 anos investimentos em áreas como educação e saúde encaminhados por Temer; e o projeto que desobrigou a Petrobras de ser a operadora única dos blocos de exploração do pré-sal no regime de partilha de produção, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP).

“Não podemos permitir que esses traidores da classe trabalhadora voltem para o Congresso Nacional nem se elejam para governar seus estados nem para nenhum outro cargo como se nada tivesse acontecido”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.

“Nas eleições deste ano vamos aposentar todos que votaram contra os trabalhadores e as trabalhadoras”.

Segundo Vagner, a resposta da classe trabalhadora será dada nas urnas. “Vamos eleger políticos comprometidos com os direitos sociais e trabalhistas em todo o país”.

Em Minas Gerais, as bancadas dos deputados federais do PSDB, PMDB, PR, DEM, PSD e PP foram as que mais votaram contra os trabalhadores aprovando a reforma Trabalhista, a terceirização, o Teto dos Gastos Públicos e a entrega do pré-sal.

Os senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB mineiro, votaram a favor da reforma Trabalhista e do Teto dos Gastos Públicos. Aécio é candidato a deputado federal. Anastasia é candidato ao governo do Estado.

Os deputados que mais aprovaram os projetos de Temer pelo PSDB de Minas foram Caio Narcio, Domingos Sávio, Eduardo Barbosa, Marcus Pestana, Paulo Abi-Ackel e Rodrigo Castro. Eles ajudaram a aprovar o Teto dos Gastos Públicos, a reforma Trabalhista, a terceirização e entrega do Pré-Sal aos estrangeiros.

Todos eles também foram favoráveis ao impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, que retirou do poder uma presidenta eleita democraticamente com 54 milhões de votos.

PMDB

Votaram a favor do Teto dos Gastos Públicos, reforma Trabalhista, terceirização e entrega do pré-sal aos estrangeiros: Fábio Ramalho, Mauro Lopes, Rodrigo Pacheco e Saraiva Felipe.

Votou a favor dos itens acima, exceto a entrega do pré-sal: Leonardo Quintão. Votou a favor da reforma Trabalhista e do Teto de Gastos: Newton Cardoso Jr; e pela entrega do pré-sal Weliton Prado.

Já o senador Zezé Perrella aprovou pelo PMDB a reforma Trabalhista e, após mudar de partido indo para o PTB, aprovou a PEC do Teto dos Gastos Públicos

PR

Delegado Edson Moreira votou a favor da reforma Trabalhista, Teto dos Gastos e a entrega do pré-sal;

Marcelo Álvaro Antônio votou pelo Teto dos Gastos, terceirização e entrega do Pré-Sal.

Aelton Freitas, Bilac Pinto e Brunny votaram pela reforma Trabalhista, Teto dos Gastos Públicos e entrega do pré-sal aos estrangeiros.

DEM

Os dois deputados do DEM Carlos Melles e Misael Varella votaram pela reforma Trabalhista, o Teto dos Gastos Públicos e a terceirização.

Do PSD votaram de acordo com Temer na PEC do Teto dos Gastos Públicos, a reforma Trabalhista, a terceirização e a entrega do pré-sal: Marcos Montes e Raquel Muniz.

Votou a favor, exceto da reforma Trabalhista: Diego Andrade

Votou a favor, exceto da terceirização: Jaime Martins

Votou a favor, exceto da terceirização e reforma Trabalhista: Stefano Aguiar

Pelo PP votaram contra os trabalhadores e a soberania nacional Franklin Lima, Luiz Fernando Faria e Toninho Pinheiro. Renzo Braz votou a favor da reforma Trabalhista e terceirização. Dimas Fabiano e Odelmo Leão votaram pela PEC do Teto e Renato Andrade pela terceirização.

Do Solidariedade votaram pela PEC do Teto e a entrega do Pré-Sal aos estrangeiros: Laudivio Carvalho e Zé Silva.

Já do PSB, o deputado Tenente Lúcio votou totalmente contrário aos interesses da classe trabalhadora na reforma Trabalhista, terceirização, PEC do Teto e na entrega do pré-sal.

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