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Cortes no SAMU de BH colocam vidas em risco e ampliam mobilização contra Damião

Publicado: 24 Abril, 2026 - 13h24 | Última modificação: 24 Abril, 2026 - 14h02

Escrito por: Sindieletro MG

Ronei Cardoso
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Os cortes promovidos pela Prefeitura de Belo Horizonte no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) têm gerado forte reação de trabalhadores da saúde, sindicatos e entidades, que denunciam o risco à população e o avanço do desmonte do serviço público. Na quarta-feira, 22, um ato em frente à Prefeitura reuniu diferentes categorias para exigir a reversão das medidas.

A mobilização foi impulsionada pela decisão da gestão municipal de não renovar contratos e reduzir o efetivo do SAMU, o que pode resultar na perda de cerca de 25% dos profissionais e na diminuição das equipes nas ambulâncias — de dois técnicos de enfermagem para apenas um por unidade. A avaliação dos trabalhadores é de que os cortes tendem a aumentar o tempo de resposta, sobrecarregar as equipes e comprometer a qualidade do atendimento de urgência e emergência.

Durante o ato, os manifestantes denunciaram que o desmonte da saúde pública tem consequências diretas: “cortes na saúde custam vidas”. A agenda de mobilização inclui, ainda, paralisações e audiências públicas para debater os impactos da redução de investimentos na saúde em Belo Horizonte.

  

O Sindieletro esteve presente na audiência pública realizada no mesmo dia, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, convocada pelo vereador Bruno Pedralva, representado pelo coordenador da Metropolitana, Ronei Cardoso, somando-se à luta em defesa do SAMU, do SUS e dos trabalhadores da saúde.

As entidades também impulsionam a campanha “Salve o SAMU BH”, que cobra a recomposição das equipes e a garantia de um atendimento digno à população. A iniciativa reúne assinaturas em apoio à manutenção do serviço público:https://salveosamubh.com.br/

A mobilização segue nas ruas e nos espaços institucionais, em defesa da vida e contra os cortes que atingem diretamente a classe trabalhadora.