CUT/MG e Sintert/MG mobilizam radialistas para a campanha salarial
Central e Sindicato levam carro de som para a porta das emissoras; categoria quer aumento real de 3% e 15% de reajuste para o piso
Publicado: 17 Maio, 2010 - 18h21
Escrito por: Rogério Hilário

Em sua pauta de reivindicações, os radialistas pedem a reposiçãodos salários com base no INPC (5,3%), mais aumento real de 3%. Para o pisosalarial da categoria (R$ 808 para rádio e R$ 940 para TV), eles querem 15%. Os patrões ofereceram apenas 4,5%.
A CUT/MG e o Sintert/MG foram a todas as emissoras, das 8 horas às17 horas. Com um carro de som, elesprimeiro passaram no Sindicato Patronal, no Bairro Belvedere, e depois passarampela Rádio Globo e CBN, TV Bandeirantes e Rádio Inconfidência. A Rádio Itatiaiaabriu as portas para os sindicalistas, que puderam falar no programa “ChamadaGeral”, apresentado por Eduardo Costa.
radiofuzarca.jpgOpresidente da CUT/MG falou aos trabalhadores das emissoras de rádio e TV dandoapoio ao movimento dos radialistas. “Apesar das aparências, com a mídiacomprometida com a direita e tendenciosa, nos bastidores, os radialistas ganhamuma miséria. Eles não compartilham do lucro de R$ 12 bilhões das empresas. Ospatrões precisam valorizar os trabalhadores, principalmente num ano de grandescoberturas como a Copa do Mundo e as eleições. Mas, se os patrões insistirem empagar um reajuste abaixo da inflação, os trabalhadores estão dispostos a parare não teremos transmissão do Mundial da África do Sul e muito menos coberturadas eleições”, disse Marco Antônio.
A manifestação surtiu efeito imediato. O Sindicato Patronal, quehavia cancelado a rodada de negociações desta segunda-feira, ligou para oSintert-MG para propor a prorrogação da data-base. O Sindicato dos Radialistasjá havia encaminhado pedido à Superintendência Regional do Ministério doTrabalho e Emprego (SRTE) para audiência com os patrões.
Os dirigentes da Central e do Sindicato foram também às TVsGlobo, Alterosa e Record. Os manifestantes passaram por momentos de tensão apenas na TV Record. Opastor Carlos Alves, diretor-presidente da emissora, chamou a Polícia Militar,alegando que o carro de som estava perturbando os funcionários da emprresa. Os policiais apenas abordaram os sindicalistas,quando eles já saíam da Record.
Participaram das manifestações osdiretores do Sintert-MG NascimentoSilva (coordenador) , Lauro Batista, Washington Bitencourt, .Francisco Pedreira, Anderson Rocha, coordenador da campanha salarial 2010/2011, e Carlos Júnior.