Em MG, 763,3 mil pessoas continuam sem acesso ao direito básico de ler e escrever
Publicado: 18 Maio, 2026 - 10h29
Escrito por: Sind-UTE MG
A Meta 9 do Plano Estadual de Educação (PEE), que prevê elevação da taxa de alfabetização da população com quinze anos ou mais para 93,5% (noventa e três vírgula e cinco por cento) até o final de 2019 até 2027 quando finda a vigência do PEE, universalização da alfabetização e redução da taxa de analfabetismo funcional em 50% (cinquenta por cento), foi considerada parcialmente cumprida pelo monitoramento feito pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG).
A série histórica atualizada mostra que a meta intermediária de 2019 foi atingida: o estado registrou um índice de 95,0% naquele ano (superando os 93,5% exigidos pela lei). A taxa seguiu com um crescimento lento e contínuo, alcançando 95,6% no ano de 2024.
Apesar de o percentual parecer muito próximo da totalidade, ao analisar os números absolutos, constata-se que o desafio da universalização se mostra gigantesco: em 2024, de um total de mais de 17,5 milhões de pessoas nesta faixa etária, cerca de 763,3 mil mineiros (4,4%) continuavam sem acesso ao direito básico de ler e escrever.
ANAFABETISMO FUNCIONAL
Paralelamente, o combate ao analfabetismo funcional apresentou avanços, com a taxa reduzida para 11,3%. No entanto, esse ritmo é insuficiente para cumprir a meta de cortar o índice pela metade, como previsto no PEE. Os dados revelam que, apesar de progressos pontuais, Minas Gerais ainda convive com um contingente expressivo de jovens e adultos que não sabem ler e escrever, o que evidencia a distância entre os números oficiais e a realidade concreta das comunidades.
Essa situação reforça a necessidade de políticas públicas consistentes e estruturadas, capazes de enfrentar não apenas a exclusão escolar, mas também as desigualdades sociais que perpetuam o analfabetismo.
