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Esgotamento dos leitos em BH força escolha de quem tem mais chances de sobreviver

Sindibel já vinha alertando para o agravamento da situação da pandemia em Belo Horizonte

Publicado: 29 Junho, 2020 - 15h08 | Última modificação: 29 Junho, 2020 - 18h39

Escrito por: Sindibel

Rogério Hilário
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Israel Arimar, presidente do Sindibel, recebeu denúncias de profissionais da saúde de Belo Horizonte

No domingo, 28 de junho, chegou o pior momento para os servidores do SUS-BH que o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Belo Horizonte (Sindibel) temia: profissionais da saúde terem que escolher quem tem mais chances de viver em função do esgotamento dos leitos para pacientes diagnosticados ou com suspeitas de estarem infectados pelo novo coronavírus (Covid-19) em Belo Horizonte.

Os profissionais de saúde lotados na UPA Barreiro acionaram o Sindicato no final da tarde de domingo, porque desde as 10 horas, seis pacientes em estado gravíssimo – com suspeitas de estarem de infectados por Covid-19 e com necessidade de serem atendidos em Centros de Terapia Intensiva (CTI) – não tinham para onde serem transferidos.

O Sindicato já vinha alertando para o agravamento da situação da pandemia em Belo Horizonte, com o aumento significativo de profissionais da saúde contaminados e condução simultânea de mais de um paciente suspeitos de estarem infectados por Covid-19 nas ambulâncias do SAMU como um dos principais indícios.

Contudo, até a última quarta-feira, 24 de junho, o hospital de campanha, instalado pelo governo de Minas no Expominas, no Bairro Gameleira, na Região Oeste da capital, estava fechado. Cabe ressaltar que esse hospital só oferece leitos de enfermaria e de estabilização. O espaço não tem leitos de UTI, que são fundamentais no tratamento de casos graves de Covid-19.

Diante disso, o Sindibel reitera junto a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte a necessidade de:

 - Fortalecer as medidas de isolamento social, conforme critérios técnicos definidos pelo Comitê de Enfrentamento da PBH;

- Ampliar ao máximo o número de leitos do SUS de enfermaria e CTI, em conjunto com outros municípios, o Governo Estadual e o Governo Federal;

- Requisitar, sempre que necessário, o uso dos recursos assistenciais particulares existentes, incluindo leitos de CTI, caso ocorra a insuficiência de recursos assistenciais no SUS;

- Abertura do hospital de campanha e dos leitos exclusivos para COVID previstos para o antigo Hospital Galba Veloso, tendo em vista a necessidade de apoio à Belo Horizonte e aos outros municípios de MG para não sobrecarregar o SUS BH.