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Metroviários de Belo Horizonte decidem entrar em greve por causa da pandemia

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG), Romeu Neto, há quase um mês os trabalhadores estão sendo expostos desnecessariamente à Covid-19

Publicado: 22 Junho, 2020 - 20h33 | Última modificação: 22 Junho, 2020 - 20h50

Escrito por: Rogério Hilário, com informações de O Tempo e Sindimetro-MG

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Em assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (22), trabalhadoras e trabalhadores da Superintendência de Trens Urbanos de Belo Horizonte (STU-BH) da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) decidiram entrar em greve a partir da zero hora desta quarta-feira (24) devido à pandemia do novo coronavírus. Objetivo é fazer com que a CBTU volte a implementar a escala reduzida e o revezamento de servidores. A assembleia deliberou que a escala mínima de trabalho seja de funcionamento de 6 horas às 9 horas e de 16h30 às 20 horas da área operacional; revezamento das áreas de manutenção e home office para a administração. Esta escala vigorou até 24 de maio.

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG), Romeu José Machado Neto, há quase um mês os trabalhadores estão sendo expostos desnecessariamente à Covid-19. "Logo no início da pandemia, a CBTU aplicou uma escala reduzida para todos e home office para os funcionários do administrativo. Os trens circulavam das 6 horas às 9 horas e depois das 16h30 às 20 horas", disse.

"Porém, isso só foi até o dia 24 de maio. Quando a prefeitura resolveu flexibilizar o comércio da cidade, a CBTU resolveu voltar a praticamente o que era antes. Os trens passaram a funcionar das 5h40 às 20 horas, todos os funcionários do administrativo passaram a trabalhar presencialmente e o revezamento acabou. A única coisa que continua são os funcionários do grupo de risco que ficam em casa", afirmou.

Até o momento, dois funcionários - um maquinista e um empregado do administrativo - teriam sido diagnosticados com a Covid-19. Alguns outros estão com suspeita da doença.

De acordo com Romeu, a intenção dessa paralisação é proteger a saúde de toda a população. "Essa ação não visa somente preservar o trabalhador do metrô, mas a própia população. Porque, infelizmente, muita gente não tem ideia do que realmente está acontecendo, por isso, se ela ver que o metrô está funcionando, ela vai andar de metrô", pondera.

“O Sindicato tentou todas as vias e por diversas vezes negociar com a direção CBTU uma escala de trabalho que não expusesse tanto os empregados da Superintendência de Trens Urbanos de Belo Horizonte (STU/BH), que estão trabalhando durante esse período de pandemia. E como não obtivemos sucesso nessas tentativas, a direção do Sindicato decidiu levar para deliberação da categoria através de uma assembleia online, a proposta de Greve em regime de escala mínima a iniciar a partir de zero hora de quarta-feira (24) para todas as áreas da empresa”, acrescentou Romeu Neto.

“Entendemos que aquela escala proporcionava um pouco mais de segurança para os empregados, já que reduzia o tempo de exposição, e com isso diminuía a probabilidade de contágio pelo novo corona vírus. Essa proposta se baseia nas informações dos especialistas da área da saúde, que afirmam que o afrouxamento do distanciamento social neste período, onde a curva de contaminação está em crescimento, irá aumentar exponencialmente o número de infectados e de óbitos. Portanto, o afrouxamento neste momento, conforme alguns governos e empresas estão fazendo, só vai agravar a situação. Portanto, o afrouxamento neste momento, conforme alguns governos e empresas estão fazendo, só vai agravar a situação. Além disso, a nova escala precarizou a limpeza dos trens e estações.”