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Nota de pesar da CNTE pelo falecimento da educadora Rosaura Magalhães Pereira

Educadora foi a primeira mulher a presidir a UTE, que se tornou o Sind-UTE, e ajudou a fundar a CUT em Minas Gerais e a CNTE

Publicado: 03 Agosto, 2020 - 14h22 | Última modificação: 03 Agosto, 2020 - 14h27

Escrito por: CNTE

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É com enorme tristeza que os/as educadores/as de todo o Brasil informam aos/às lutadores/as desse país o falecimento de Rosaura de Magalhães Pereira no dia de hoje. Rosaura era uma daquelas bravas mulheres imprescindíveis a que, certamente, Bertold Brecht se inspirou como modelo em seu poema que, agora, parafraseamos em sua homenagem: se há mulheres que lutam um dia e são boas; se há aquelas que lutam um ano e são melhores; se há ainda aquelas que lutam durante muitos anos para serem muito melhores, Rosaura foi desse tipo de mulher que luta por uma vida inteira e, por isso, se torna imprescindível.

A mais nobre das profissões decidiu a escolher como vocação, e assim ela se tornou professora. E como educadora, escolheu a luta como caminho. Assim, Rosaura se tornou a primeira presidente mulher da então União dos Trabalhadores em Educação (UTE) de Minas Gerais, nosso importante sindicato dos/as educadores/as mineiros/as que, anos mais tarde, veio a se tornar o hoje tão combativo SindUTE/MG. Como irremediável militante que sempre foi, ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Minas e essa própria Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

A sua trajetória sempre foi a de combater as injustiças desse mundo e, como se não bastasse ocupar as grandes funções que sempre ocupou, Rosaura era daquelas lideranças que nutriam uma interminável empatia pelo próximo. Cativava pela atenção que a todos/as dispensava. O movimento sindical da educação lhe deve, além do exemplo de luta, sua atuação política avançada que inseriu na pauta dos/as educadores/as brasileiros/as questões de gênero e contra os preconceitos raciais que, somente tempos depois, viriam a ocupar a agenda do nosso movimento.

Sem dúvida alguma, Rosaura era daquelas sindicalistas que o futuro exigirá de todos nós assumirmos como exemplo. Os educadores e educadoras de todo o Brasil, em especial aqueles/as de Minas Gerais, terão agora o seu modelo a seguir. E nele nos inspiraremos a continuar a nossa árdua luta por um mundo mais justo e igualitário, pleno de direitos a todos e todas da classe trabalhadora brasileira.

Rosaura de Magalhães Pereira, presente!

O sepultamento será às 16 horas no cemitério Parque da Colina.Velório a partir das 14 horas.

Devido à pandemia, o acesso ao velório é  limitado  a um certo número  de pessoas na sala, mas aberto.