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Atos em Betim e BH levam às ruas as pautas do Dia de Luta em Defesa do Brasil

Sindipetro-MG, FUP, CUT/MG, sindicatos, movimentos sociais e parlamentares participam Atos em Defesa da Soberania Nacional e contra os Cortes, Privatizações das Universidades e a Violência na Educação

Publicado: 03 Outubro, 2019 - 16h49 | Última modificação: 04 Outubro, 2019 - 16h24

Escrito por: Rogério Hilário, com informações do Sindepetro-MG

Rogério Hilário e Mídia Ninja
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O ato em Belo Horizonte levou milhares de pessoas às ruas do Centro da capital mineira

No Dia Nacional de Luta em Defesa do Brasil, a Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), centrais sindicais, petroleiras e petroleiros, eletricitários, educadores, metroferroviários, trabalhadoras e trabalhadoras dos Correios, metalúrgicos, bancários, entre outras categorias, servidoras e servidores, professores e estudantes, da educação municipal, estadual e federal e movimentos sociais, com apoio de parlamentares, mostraram a sua força e foram às ruas de Belo Horizonte e Betim na quinta-feira, 3 de outubro. Data simbólica por ser o dia em que a Petrobras, a maior empresa pública brasileira que está ameaçada pelo projeto de privatizações do governo de Jair Bolsonaro, completou 66 anos. Milhares participaram das atividades e dos Atos em Defesa da Soberania Nacional e contra os Cortes, Privatizações das Universidades, Institutos Federais e a Violência na Educação e contra as Privatizações de Estatais e Empresas Públicas.

As manifestações, que duraram dois dias – a Greve Geral da Educação começou na quarta-feira, dia 2 -, aconteceram durante todo o dia. No início da manhã, o protesto aconteceu na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No final da tarde até as 21 horas, o ato, que teve como pauta principal a defesa da educação pública, de qualidade e gratuita, teve concentração na Praça Afonso Arinos, ao lado da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e marcha que seguiu para a Praça Sete.

Os manifestantes também protestaram contra a reforma da Previdência, toda a pauta negativa do governo federal e contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, representante do Estado da política de extrema direita de Bolsonaro, com seu projeto de Regime de Recuperação Fiscal, que inclui privatizações de estatais e empresas públicas, congelamento de salários e carreiras e suspensão de concursos públicos. Entidades estudantis e vereadores de Belo Horizonte ainda convocaram todos para a luta contra o projeto de “lei da mordaça”, ou Escola sem Partido, que a bancada cristã tenta aprovar na Câmara Municipal, depois da derrota da pauta conservadora na Assembleia Legislativa.

O ato realizado por petroleiras e petroleiros no início da manhã de quinta-feira (3) deu o tom da luta da categoria em defesa da Petrobras. Na manifestação, os trabalhadores denunciaram as consequências da venda da Regap, em Betim, para o povo mineiro. O protesto, Ato em Defesa da Soberania Nacional, abriu as mobilizações do Dia Nacional de Luta em Defesa do Brasil.

A manifestação na portaria da Regap marcou o aniversário de 66 anos da Petrobrás e também ocorreu em Curitiba, onde está preso o ex-presidente Lula, e em todas as bases da Petrobrás no Brasil.

Um dos principais impactos seria a queda na arrecadação de impostos em Minas e no município de Betim. Isso porque a refinaria é hoje a empresa que mais gera repasse de impostos para a cidade e, nas mãos da iniciativa privada, a empresa pode pleitear isenções fiscais.

Além disso, a privatização da Regap poderia provocar a redução da produção de derivados e, consequentemente, a redução de arrecadação de impostos, corte de empregos, e aumento dos preços dos combustíveis; a interrupção da produção e a transformação da refinaria em um centro de tancagem; ou até mesmo o fechamento da refinaria.

Durante o ato, representantes de outras entidades presentes reafirmaram a necessidade de uma pauta unificada em defesa da Petrobrás e da soberania nacional. “O que vocês decidirem aqui, vai definir nossa negociação também, pois é uma conjuntura de ameaça nacional”, explicou o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Jairo Nogueira Filho.

O diretor do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG), Felipe Pinheiro, salientou que esse é momento de debater mais a fundo o cenário de desmonte na Regap. “No processo de precarização para preparar a refinaria para a privatização, estamos todos correndo riscos – os trabalhadores e a sociedade no entorno da Regap”.

Ainda participaram do ato, a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), um representante do mandato da também deputada Marília Campos (PT), e representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Levante Popular da Juventude, do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas (Sintect-MG), do Sindicato dos Metroviários de Belo Horizonte (Sindimetro) e do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética (Sindieletro-MG), Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem e da Escola Sindical 7 de Outubro.

Em um segundo momento, a diretoria do Sindipetro debateu com os trabalhadores sobre a preparação para uma greve, tendo em vista que a categoria está em negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), em um processo marcado por diversas medidas arbitrárias e antissindicais da direção da empresa.

No final da tarde, foi realizado na Praça Afonso Arinos, na região Central de Belo Horizonte, o Ato contra os Cortes, Privatizações das Universidades, Institutos Federais e a Violência na Educação e contra as Privatizações de Estatais e Empresas Públicas. O protesto, que teve concentração no local e marcha até a Praça Sete, uniu centrais sindicais, movimentos sindical, sociais, estudantes e parlamentares e fez parte da Greve Geral de 48 Horas em Defesa da Educação e contra os Cortes.

Mídia NinjaMídia Ninja
Ato em Defesa da Soberania Nacional foi realizado pela manhã na portaria da Refinaria Gabriel Passos (Regap), na Petrobras, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte

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