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Petroleiros param por 24 horas e fazem ato na portaria da Refinaria Gabriel Passos

Categoria conta com apoio da CUT/MG, sindicatos e entidades CUTistas, movimentos sociais e populares na luta em defesa da Petrobras

Publicado: 24 Julho, 2015 - 12h48

Escrito por: Rogério Hilário

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Petroleiros, com apoio da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), de sindicatos e entidades CUTistas e dos movimentos sociais e populares, realizaram ato público na manhã desta sexta-feira (24), na portaria principal da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim. A categoria, coordenada pelo Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-MG), entrou em greve de 24 horas, a partir da zero hora desta sexta-feira, para protestar contra o novo Plano de Gestão e Negócios da Petrobras, que corta investimentos e vende ativos da empresa e pode retirar milhares de empregos. Petroleiros e apoiadores também são contra o  Projeto de Lei do senador José Serra( PSDB-SP), que tramita no Senado e prevê o aumento da exploração da estatal pela iniciativa privada e tira da Petrobras o papel de operadora única do pré-sal.

A  mobilização começou por volta das 7 horas, com grande concentração de trabalhadores na portaria da Regap. Trabalhadoras e trabalhadores da Petrobras, que chegavam para o turno, foram convencidos pelos manifestantes a aderir ao movimento e participar do protesto. A mobilização prosseguiu, a partir das 10 horas, na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, onde os petroleiros dialogaram com a população sobre a defesa da Petrobras e fizeram panfletagem.  

“A greve está forte e acontece em todo o país. Houve adesão quase total e poucos vieram à refinaria. Demos o primeiro passo das agendas que vamos ter no segundo semestre, que demonstrou união e resistência. Não vamos admitir a retirada de investimentos neste momento de crise, que compromete o desenvolvimento da empresa a médio e longo prazo, bem como a geração de emprego, renda e a economia no país. O corte pode provocar desemprego, tanto na empresa quanto em outras categorias. Lutamos também contra a venda de ativos da Petrobras e o projeto que prevê a entrega do pré-sal às empresas estrangeiras e acaba com o sistema de partilha, que, como a própria empresa, é uma conquista do povo brasileiro. Este projeto transforma o sistema em concessão e compromete os investimentos em saúde e educação”, disse o coordeandor do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG) e diretor de Comunicação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Leopoldino Martins.

“Com este ato, nós inauguramos o segundo semestre de luta. No primeiro, fizemos manifestações e mobilizações contra a terceirização, contra o ajuste fiscal, a retirada de direitos,l contra o golpismo. Nós estivemos nas ruas e evitamos o retrocesso. O segundo semestre nos apresenta mais desafios, mais enfrentamentos, como a luta contra o desinvestimento na Petrobras e contra o projeto do senador José Serra que ameaça a soberania da empresa no pré-sal. Parabéns aos petroleiros, por este movimento forte, que mobilizou o movimento sindical e os movimentos sociais e populares. O que está em disputa é a soberania nacional e nós seremos a barreira que vai conter o avanço do projeto do José Serra. Viva a classe trabalhadora”, afirmou a presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira.

Beatriz Cerqueira também convocou a todos para as próximas manifestações e mobilizações, que fazem parte do Calendário de Lutas de julho e agosto. “Temos muita coisa para fazer, muita pauta para defender. Na próxima terça-feira, dia 28, estaremos no ato nacional contra o ajuste fiscal em frente ao Banco Central. Não são os trabalhadores que têm que pagar pela crise. Por que as fortunas e os lucros dos bancos não são taxados? No dia 30, acontece o lançamento da campanha salarial  unificada dos metalúrgicos. Eles precisamos do nosso apoio e da nossa solidariedade. Os metalúrgicos vêm sendo penalizados com as demissões. No dia 4 de agosto, faremos o lançamento da Frente Popular de Esquerda, uma articulação contra o golpismo e o avanço das pautas da direita e dos setores mais conservadores sobre os direitos da classe trabalhadora.  E, no dia 8 de agosto, no Sindieletro-MG, teremos o debate debate sobre Direito de Greve x Criminalização do Movimento Sindical, o Mandato Vitalício no Poder Judiciário e Fator Previdenciário”, acrescentou a presidenta da CUT/MG.

Conforme o Sindipetro-MG, a redução dos investimentos de US$ 76 bilhões da Petrobras entre 2015 e 2019, o que compromete o desenvolvimento da empresa a médio e longo prazo, bem como a geração de emprego, renda e a economia no país. O sindicato também é contra a venda de ativos da Petrobrás no Brasil e fora do país, que podem chegar a US$ 57 bilhões, entre 2015 e 2019, que na prática significa a privatização branca de uma parcela significativa da empresa. Categoria ainda é contrária ao projeto de lei (PLS 131) do senador José Serra, que prevê a entrega do petróleo para empresas estrangeiras, acabando com o controle do Estado.

Confira as reivindicações dos petroleiros

1 - Manutenção de todos os direitos dos trabalhadores.

2 - Recomposição do efetivo.

3 - Nova estrutura organizacional.

4 - Nova política de saúde, meio ambiente e segurança.

5 - Manutenção da Petrobrás Distribuidora S/A.

6 - Manutenção dos investimentos nos campos maduros.

7 - Incorporação integral de unidades controladas e subsidiárias (Entre elas a Transpetro).

8 - Conclusão dos projetos iniciados em 2014 (Abreu e Lima, Comperj, Fafen e plataformas).

9 - Manutenção dos investimentos na indústria nacional.

10 - Disponibilidade Unidades Termelétricas para atendimento das necessidades do País.

11 - Manifestação de plena condição e de interesse em permanecer como operadora única dos campos do pré-sal.