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Revogado o corte da alimentação de trabalhadores da ADC da Fhemig

Servidoras e servidores ocuparam a fundação desde o dia 2 em protesto contra a suspensão do fornecimento do almoço

Publicado: 07 Janeiro, 2020 - 16h44 | Última modificação: 07 Janeiro, 2020 - 16h50

Escrito por: Sind-Saúde/MG

Sind-Saúde/MG
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Após cinco dias de ocupação dos trabalhadores na Administração Central da (ADC) da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), reivindicando a manutenção da alimentação no local de trabalho, o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde/MG), trabalhadoras e trabalhadores conseguiram revogar a decisão. A suspensão do fornecimento do almoço foi comunicada no último dia 16 de dezembro, por intermédio de um cartaz que anunciava reunião de ‘15 minutos’ para o mesmo dia, para anunciar o corte a partir do dia 2 de janeiro.

O Sind-Saúde encaminhou ofício à Secretaria Estadual de Saúde (SES/MG) exigindo a manutenção da alimentação para os trabalhadores da ADC, conforme o Decreto. E na segunda-feira (6), se reuniu com representantes da Secretaria de Planejamento e Gestão, o secretário-adjunto de saúde, Marcelo Cabral e o presidente da Fhemig, Fábio Bacheretti, onde foi negociado os termos para a manutenção da alimentação. A decisão é que em cinco dias os funcionários da Administração Central terão de volta a alimentação, no entanto, esta é uma solução alternativa, e dentro desse tempo o presidente apresentará uma solução de forma definitiva. O Sind-Saúde junto à Comissão de trabalhadores, irão acompanhar todas as formas de encaminhamento.

Uma reunião está marcada para sexta-feira (10), quando a fundação apresentará ao Sindicato uma proposta para solucionar de vez a questão.

Para a diretoria do Sind-Saúde/MG a decisão do corte da alimentação foi unilateral e afirmou que a gestão não tinha amparo legal para essa ação.

“O decreto é claro, nele está dizendo que o direito é garantido ao servidor a partir do momento que é verba indenizatória. Nós somos regidos pelo Estatuto do Servidor e por uma legislação, não é pela vontade do gestor que acabou de chegar. Não vai ser uma gestão que chegou agora que vai desmontar o que foi conquistado através da luta dos trabalhadores”, alegou Neuza Freitas.

A desocupação foi feita de forma ordeira pelos trabalhadores, que de boa-fé acataram a decisão e aguardam a solução definitiva, e após o laudo de vistoria emitido pela gestão. Os trabalhadores lotados na Administração Central da Fhemig são quem dão todo o suporte para a assistência direta ao paciente em todas as unidades assistenciais da Fhemig, por esse motivo é de extrema necessidade para desenvolver sua função em excelentes condições.

O movimento que ficou batizado como Revolta das Canecas teve início no dia 2 de janeiro com manifestação em frente ao prédio da Fhemig, onde em assembleia os trabalhadores votaram pela ocupação dentro da Fundação. O Sind-Saúde esteve ao lado dos servidores e forneceu colchonetes e alimentação e toda infraestrutura para aqueles que se dispuseram a ficar e lutar pelo direito de todos. Até mesmo trabalhadores de outras unidades estiveram na ocupação, em uma forma solidária de apoiar os colegas da categoria, assim como vários mandatos parlamentares, como o do vereador Pedro Patrus, o deputado estadual André Quintão e deputado federal, Patrus Ananias.

Foi a base de muita luta que os trabalhadores reconquistaram o direito básico da alimentação no local de trabalho. O Sind-Saúde parabeniza e agradece todos aqueles que se somaram nessa batalha.


Intimidação

Várias formas de intimidação aos trabalhadores e também ao sindicato, foram feitas, como colocar a polícia no local, chegando ao ponto do procurador da Fhemig e a diretora de Gestão de Pessoas, Alice Guelber, tentando fazer com que a diretora do Sind-Saúde, Neuza Freitas, assinasse uma notificação de desocupação do local.

O sindicato inclusive, entrou em contato com o gabinete do governador Romeu Zema, que enviou imediatamente um representante da Advocacia Geral do Estado para apurar junto ao sindicato e aos trabalhadores, o motivo de ocupação e rapidamente iniciou as intervenções para a negociação entre trabalhadores e Fundação.

Revolta das Canecas


Trabalhadores do setor de informática da Fundação Hospitalar produziram um vídeo de homenagem aos ocupantes, e juntos, tiveram a ideia de criar o bloco de carnaval “Revolta das Canecas”, que já tem até musica oficial sendo produzida.