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Servidoras e servidores públicos de Belo Horizonte protestam contra o PL 961

Projeto de Lei do prefeito Alexandre Kalil prevê aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14% 

Publicado: 16 Junho, 2020 - 14h23 | Última modificação: 16 Junho, 2020 - 15h23

Escrito por: Sindibel

Fotos: @luizrochabh
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Mantendo o distanciamento de 2 metros entre os participantes, aproximadamente 30 servidores públicos de Belo Horizonte protestaram na manhã desta terça-feira, 16 de junho, em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, contra o projeto de lei 961/20, de autoria do Executivo e em tramitação na Câmara Municipal de Belo Horizonte, que aumenta a alíquota previdenciária de 11% para 14%. 

O ato foi convocado pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Belo Horizonte (Sindibel), que representa cerca de 80% dos servidores da capital, e contou com a participação de diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede) e da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG).

Durante a manifestação, o presidente do Sindibel, Israel Arimar de Moura, defendeu a alíquota progressiva, que é menos injusta para a maioria dos servidores. "Em Belo Horizonte a previdência não é deficitária e o gasto da Prefeitura com a folha salarial não ultrapassa 43%. A alíquota linear, proposta pela Prefeitura, penaliza os trabalhadores que recebem menos, que é a grande maioria dos servidores. A nossa proposta é de alíquota progressiva, que é mais justa tendo em vista que os servidores já estão sendo penalizados com o congelamento de salários até o fim de 2021", afirmou. 

O presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Jairo Nogueira Filho, condenou a proposta do prefeito Alexandre Kalil em aumentar a contribuição previdenciária dos servidores públicos de Belo Horizonte. "Estamos vivendo um desmonte dos direitos dos trabalhadores nas esferas federal, estadual e municipal. Essa proposta de aumento da contribuição previdenciária vai diminuir o ganho do trabalhador e da trabalhadora de Belo Horizonte. A CUT está junta com o Sindibel e com o Sind-Rede na luta para que esse aumento não aconteça", disse.

Além de criticar a proposta de aumento da contribuição previdenciária, a diretora do Sind-Rede, Vanessa Portugal, desaprovou as medidas de combate ao coronavírus adotada pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. "O governo quer jogar o aumento da contribuição previdenciária nas costas dos trabalhadores para compensar a não taxação de grandes fortunas e os incentivos financeiros dados aos bancos e grandes empresários. E não podemos deixar de falar aqui neste ato sobre a postura irresponsável do Kalil de abertura de mais de 80% do comércio. Essa política de contaminação de rebanho está vencendo e vai matar muitas pessoas", criticou.

Para saber qual o valor você terá que pagar caso a alíquota linear proposta pela PBH seja aprovada, e também qual o valor pagará se a proposta do SINDIBEL for aceita, basta acessar este link para calcular os valores de acordo com o seu salário. 

 Clique aqui para ver mais imagens do protesto