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Sind-UTE/MG é contra o retorno das atividades presenciais na rede estadual

Denise Romano, se posiciona contra o retorno presencial das aulas na rede estadual de educação a partir do dia 5 de outubro, como anunciado pelo governado do Estado

Publicado: 23 Setembro, 2020 - 21h18

Escrito por: Sind-UTE/MG

Agência Brasil
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O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), por meio da coordenadora-geral, professora Denise Romano, se posiciona contra o retorno presencial das aulas na rede estadual de educação a partir do dia 5 de outubro, como anunciado pelo governado do Estado durante entrevista coletiva realizada na tarde dessa quarta-feira (23 de setembro).

O próprio governo divulgou o último boletim epidemiológico, o qual mostra que Minas Gerais já passa dos mais de 270 mil contaminados e 6.897 mortes pela Covid-19. O boletim, se comparado com o do dia anterior (22/9/2020), revela que as mortes mais que triplicaram nas últimas 24h, aumentando de 37 para 133 óbitos.

Durante a entrevista coletiva, o governo não fez nenhuma referência aos profissionais da educação, sobretudo em relação aos cuidados com a vida de quem está na sala de aula. Diante desse cenário, o Sindicato destaca que a escola é um lugar que propicia a aglomeração e, dessa forma, aumentará as contaminações e as mortes no estado.

O Sindicato também ressalta que a falta de planejamento e apresentação de protocolos concretos para o retorno ainda gera angústia em toda categoria e nas comunidades escolares, que recebem a notícia de retorno das aulas em pleno aumento da contaminação e das mortes.

Decisão liminar do TJMG continua em vigor

Confira o documento aqui.

O Sind-UTE/MG ainda reforça que a decisão liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) no dia 15/4/2020, a qual proíbe a convocação de profissionais da educação, com exceção dos gestores e diretores de escola, está em vigor.

Dessa forma, a direção estadual do Sind-UTE/MG informa que tomará todas as medidas cabíveis para que a decisão, responsável por proteger a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras em educação, consequentemente, dos estudantes e das comunidades escolares, seja cumprida.

Assista o posicionamento de Denise Romano, coordenadora do Sind-UTE/MG