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Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais cobra proteção aos terceirizados

“Não é possível combater a transmissão do coronavírus na Refinaria se os terceirizados não estiverem efetivamente contemplados nas medidas de prevenção”, diz Alexandre Finamori

Publicado: 25 Março, 2020 - 12h11 | Última modificação: 25 Março, 2020 - 12h30

Escrito por: Sindipetro/MG

FUP
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Alexandre Finamori França Baptista, da Diretoria Colegiada do Sindicato dos Petroleiros

 

O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) enviou, nesta terça-feira (24), novo ofício à gerência da Regap cobrando medidas para o enfrentamento ao Covid-19.

Além de reiterar os pontos já solicitados e ainda não respondidos pela empresa, o ofício destaca a preocupação em relação aos terceirizados. Os trabalhadores seguem normalmente suas atividades, sem a adoção de restrições ao trabalho presencial e medidas de prevenção no transporte.

De acordo com o diretor Alexandre Finamori, “não é possível combater a transmissão do coronavírus na Refinaria se os terceirizados não estiverem efetivamente contemplados nas medidas de prevenção. Eles são a maior parte dos trabalhadores da unidade”, afirma.

O Sindicato pediu ainda acesso ao estudo de O&M, além de informações acerca de quais tarefas serão suprimidas e/ou remanejadas a partir da redução de número mínimo prevista no documento. O estudo realizado unilateralmente pela empresa, sem a participação do sindicato, está sendo utilizado para justificar redução de número mínimo em algumas ocasiões.

Antecipação de férias
O Sindipetro/MG pediu esclarecimentos sobre a antecipação de férias para funcionários afastados pela empresa por precaução em relação à pandemia. A medida está sendo realizada sem transparência com a representação dos trabalhares. O Sindicato soube do fato nesta terça-feira (24) por meio da categoria. A orientação sindical é que os trabalhadores recusem tal medida.

Alguns avanços
O Sindicato tomou conhecimento de avanços em algumas medidas após pressão da entidade. Foram afastados todos os trabalhadores próprios que compõem o grupo de risco e o console da Gasolina foi transferido para uma casa de controle local.

Embora a empresa tenha desconversado sobre as solicitações feitas pelo Sindicato, e apenas agradecido as “sugestões” do Sindicato por meio de um documento protocolar, as cobranças do Sindipetro/MG estão causando efeito.


Abertura de diálogo

A reunião de segunda-feira (23) demonstrou um primeiro esforço da gestão local em estabelecer canais de diálogo com o Sindicato. Mas o espaço ainda é limitado para a construção de ações negociadas entre a empresa e a representação dos trabalhadores. Por isso, o Sindicato segue pleiteando a participação efetiva no grupo de trabalho da empresa sobre o tema.

O Sindipetro/MG reafirma que está disposto ao diálogo e a continuar cobrando medidas que possam garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores próprios e terceirizados nas unidades da Petrobras.