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Sindipetro/MG denuncia negligência da gestão da Refinaria Gabriel Passos ao MPT

Sindicato solicitou ao órgão intervenção na garantia de medidas que evitem a propagação do vírus entre os trabalhadores próprios e terceirizados da Regap

Publicado: 14 Maio, 2020 - 16h34

Escrito por: Sindipetro/MG

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O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) protocolou denuncia contra a gestão local da Petrobras no Ministério Público do Trabalho (MPT), na quarta-feira (13). O Sindicato solicitou ao órgão intervenção na garantia de medidas que evitem a propagação do vírus entre os trabalhadores próprios e terceirizados da Refinaria Gabriel Passos (Regap).

A denúncia foi motivada pela confirmação de um trabalhador contaminado por coronavírus, depois de o Sindicato ter recebido a notícia pela própria base na quarta-feira (13). A nova contaminação ocorreu poucos dias após o Sindicato denunciar outro caso confirmado. Na ocasião, a gerência da empresa não fez o devido isolamento nem disponibilizou testes para todos os trabalhadores que tiveram contato com a pessoa contaminada.

O diretor Alexandre Finamori ressalta que desde o início da pandemia, o Sindicato pede formalmente informações atualizadas sobre os procedimentos de prevenção à Convid-19 adotados na refinaria, mas a empresa se recusa a colaborar. “A gestão da Regap está sendo omissa nos procedimentos de segurança em relação à pandemia”, afirma.

A empresa, sem qualquer negociação com as representações sindicais, tem adotado uma série de medidas ineficazes para proteger os 800 trabalhadores próprios e 1200 terceirizados. Os resultados das tais medidas são insuficientes frente ao avanço do número de casos em suas unidades em todo o país.

Vale lembrar que em Minas Gerais, conforme dados fornecidos pela Secretaria da Saúde de Minas Gerais, há 3.733 casos confirmados, dos quais 135 resultaram em óbitos.

Panorama Nacional

Em todo o Brasil, mais de 800 petroleiros próprios da empresa e terceirizados já foram contaminados, segundo o Ministério de Minas e Energia, que no seu cálculo utilizou informação repassada pela própria petroleira. Há ainda 1.642 casos sendo investigados.