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Sintert-MG exige esclarecimento do assassinato de radialista em Ipatinga

Rodrigo Neto Faria trabalhava constantemente ameaçado por causa das denúncias que fazia em seu programa, na rádio Vanguarda AM

Publicado: 14 Março, 2013 - 09h52

Escrito por: Sintert-MG

O repórter policial, radialista e bacharel em Direito, Rodrigo Neto, foi assassinado em Ipatinga (MG), no último dia 8 de março. Devido a sua atividade profissional, ele trabalhava constantemente ameaçado. As intimidações eram motivadas pelo programa de rádio que há anos era levado ao ar na Vanguarda AM, a rádio de maior audiência na região.

O radialista  foi morto em um bar, local que ele costumava frequentar. Enquanto Rodrigo Neto abria a porta de seu automóvel, dois homens se aproximaram em uma motocicleta, usando luvas e capacetes, dispararam e fugiram. 

Rodrigo Neto de Faria, de 38 anos, foi atingido por cinco tiros. Ele chegou a ser socorrido com vida e foi levado para o Hospital Municipal de Ipatinga, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O radialista  era casado e deixa esposa e um filho.

Rodrigo Faria  recebia ameaças há muito tempo e já as teria relatado ao representante do Ministério Publico.

Para nós da direção do Sintert-MG fica a sensação de insegurança. Foi morto  um cidadão, profissional do rádio que transmitia informação com credibilidade, ética e compromisso. Não deram um tiro só no radialista, deram um tiro na liberdade de expressão.

O  Sindicato dos Radialistas de Minas Gerais, a sociedade de Ipatinga e o Brasil, exige  que seu assassinato seja investigado e esclarecido com rapidez, empenho e dedicação.

É por esse e outros crimes contra radialistas é que somos favoráveis a federalização de crimes contra radialistas e jornalistas.