• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Trabalhadoras e trabalhadores dos Correios em greve e apoiadores vão às ruas em BH

Sintect-MG e apoiadores fortalecem as manifestações nos locais de trabalho de Belo Horizonte. Grande ato nacional vai ser realizado na sexta-feira. Na capital mineira, será na Praça da Estação

Publicado: 09 Setembro, 2020 - 14h03 | Última modificação: 10 Setembro, 2020 - 19h32

Escrito por: Rogério Hilário, com informações do Sintect/MG

@luizrochabh / LPS / Mídia Ninja
notice

Nesta quarta-feira, dia 09 de setembro, os trabalhadores dos Correios da base do Sintect-MG (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais) se reuniram na porta do Centro de Distribuição Domiciliar Leste (CDD-Leste), no bairro da Graça, na região Leste de Belo Horizonte. Trabalhadoras e trabalhadores mobilizados se reuniram na portaria do CDD, na rua Jacuí, e realizaram falas direcionadas à população e reafirmando o compromisso dos trabalhadores com a greve e contra a retirada de direitos.

Em seguida, os trabalhadores, portando faixas, bandeiras e gritando palavras de ordem, saíram em passeata até o CDD Sagrada Família. Após a chegada, diretores do sindicato e trabalhadores dos Correios fizeram falas, ressaltando a importância do momento paredista. Os diretores do Sintect-MG, Adenilson Viana, Jenilson Oliveira e Allison Silva realizaram falas convocando os trabalhadores para o grande Ato Nacional Unificado, marcado para a sexta feira, dia 11 de setembro. Ainda em suas falas, os diretores reafirmaram que o momento, mais que nunca, é o de fortalecer a greve, parar todos os setores de trabalho e colocar o máximo de trabalhadores nas atividades de rua.

 Ao fim do ato, os ecetistas realizaram sua assembleia, que deliberou, por unanimidade, a continuidade da greve nacional por tempo indeterminado contra os ataques promovidos pela direção da ECT e contra a privatização dos Correios.

 Com isso, convocamos à todos os trabalhadores em greve a participarem deste Ato Nacional Unificado, que será realizado nesta sexta-feira, dia 11 de setembro, com concentração às 11 horas, na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Mostraremos nesse ato a força dos trabalhadores dos correios que se posicionam contra a retirada de direitos, e que os trabalhadores organizados não irão se curvar diante dos ataques. A hora de lutar é agora!

Na terça-feira (8), trabalhadoras e trabalhadores da base do Sintct-G (Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Correios, Telégrafos  Similares de Minas Gerais) se reuniram na porta do Centro de Triagem de Cartas e Encomendas (CTCE-BH), no bairro Universitário, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Mobilizados, eles se reuniram na portaria dos caminhões, no anel rodoviário, e saíram em passeata até a segunda portaria do CTCE-BH, no bairro Suzana. A categoria está em greve geral desde a noite do dia 17 de agosto.

A greve foi deflagrada porque a direção da  empresa tentou excluir 70 cláusulas do atual acordo e não propôs reajuste salarial para funcionárias e funcionários. O Sintect-MG destacou, em seu site, que a empresa vem tendo lucro nos últimos anos e deve ter faturamento recorde em 2020, já que houve um aumento superior a 25% no número de encomendas, por causa da pandemia.

Após a passeata, diretores e militantes dos Correios fizeram falas, ressaltando a importância do momento paredista. O presidente do Sintect-MG, Robson Silva, informou aos trabalhadores sobre o dissídio coletivo e as medidas tomadas contra o parecer desfavorável emitido pela ministra Kátia Arruda.

Robson também convocou trabalhadoras e trabalhadores para o ato da manhã desta quarta-feira (9), na portaria do CDD Leste, e reafirmou que o momento, mais que nunca, é o de fortalecer a greve e colocar o máximo de trabalhadores nas atividades de rua.

O presidente do Sindicato passou as informações sobre o dissídio coletivo e as manobras da empresa para frear a greve e a mobilização dos trabalhadores, reforçando que este é o momento de ampliar e manter firme a greve, pois esta é a única arma que os trabalhadores possuem contra os ataques promovidos pelo governo federal e pela direção da Empresa.

Ao fim do ato, os ecetistas realizaram sua assembleia, que deliberou, por unanimidade, a continuidade da greve nacional por tempo indeterminado contra os ataques promovidos pela direção da ECT e contra a privatização dos Correios.