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Trabalhadores, sindicatos e direitos humanos  

Com o lema “Verdade, Justiça e Reparação”, Jornada da Comissão da Verdade debate as injustiças da Lei da Anistia e com as vítimas da repressão da Ditadura Militar 

Publicado: 19 Setembro, 2018 - 15h14 | Última modificação: 19 Setembro, 2018 - 17h01

Escrito por: Rogério Hilário

Rogério Hilário
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A Comissão da Verdade dos Trabalhadores e do Movimento Sindical em Minas Gerais (Covet-MG), que reúne as centrais sindicais no Estado e os sindicatos, federações e confederações no Estado, realizou, na última sexta-feira (14), na Sala Juvenal Dias, do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, o evento denominado “Trabalhadores, Sindicatos e Direitos Humanos. A Jornada da Covet-MG integrou o IV Congresso do Direito Sindical, correalizado pela pela Comissão de Direito Sindical da OAB-MG.

 A atividade foi coordenada por Paulo Henrique Santos Fonseca, dirigente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) e da Diretoria Estadual da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), e Oraldo Paiva, da CSP Conlutas. Participou também Valéria Morato, do Sinpro-MG e da CTB, e Nilmário Miranda. A Covet-MG tem como lema “Verdade, Justiça e Reparação”.

 Na primeira parte da Jornada, foram exibidos cine-documentários – “Vozes da Resistência”; “Senta a Pua!”, sobre o massacre de Ipatinga, em 1963; “1968: A Greve de Contagem”; Osasco é o Exemplo: 1968”. Depois, aconteceu um painel de debate com os cineastas, Nilmar Lage e Thiago Moreira (“Senta Pua”); Fernanda Sanglad, da Comissão da Verdade de Minas Gerais (Covemg), Jurandir Persichini Cunha, jornalista, ex-metalúrgico e personagem de um dos documentários; e Adilson Pereira dos Santos, coordenador geral da Escola Sindical 7 de Outubro.

 Jurandir Persichini relatou a experiência de participar da greve, principalmente da resistência dos trabalhadores à repressão, a violência do aparato policial e militar – mais de 30 metalúrgicos foram mortos, não existe até hoje uma investigação confiável e muito menos reconhecimento dos crimes do governo e reparação das famílias das vítimas - e os avanços conquistados. Adilson Pereira dos Santos falou sobre a luta pela criação da Escola Sindical, sua importância para formação de novos militantes e dirigentes sindicais. Para ele, os documentários são fundamentais para preservar e valorizar a história do movimento sindical brasileiro e comprovar que as conquistas trabalhistas só foram possíveis com muita sangue e muita luta.

“Vamos exibir nas fábricas, no nosso sindicato, no nosso clube, onde pudermos o documentário o máximo de vezes  possível, para que trabalhadoras e trabalhadores saibam que os direitos que têm hoje foram conquistados com muita luta, muito suor e muitas campanhas. E mostrar, também, que é fundamental continuar lutando para mantê-los e avançar ainda mais nas conquistas e garantir a existência do movimento sindical, dos direitos trabalhistas e das liberdades democráticas no país”, disse Geraldo Valgas de Araújo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte, Contagem e Região (Sindimet), em sua intervenção no debate.

 Encerrada a primeira parte da programação, o cantor e compositor Alexandre Salles fez uma apresentação musical. Ao final, foram aprovadas cinco moções: agradecimento à OAB; aplauso aos metalúrgicos de Contagem aos 50 anos da greve de 1968; repúdio à reforma trabalhista e à terceirização irrestrita; em defesa da anistia, memória, justiça e reparação; a Covet-MG na luta por verdade e justiça nas eleições de 2018.

Galeria de fotos da Jornada da Covet-MG

 

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